31 de maio de 2010
25 de maio de 2010
O QUE?
O que eu deveria ter dito, mas não disse, por não saber o que dizer, e que poderia ter mudado tudo?
E hoje, ao invés de um "não", talvez tivesse escutado um sim!
O que eu deveria ter feito e não fiz para que tudo desse certo?
E ao invés de uma frustração, eu teria orgulho de mim mesmo por ter feito a coisa certa
O que eu deveria ter pensado?
O que eu deveria ter deixado de fazer para que a coisa não desandasse como desandou?
O que eu deveria ter ouvido que me fizesse mudar de idéia e ter tomado a atitude mais sensata?
O que eu posso fazer agora, para que, daqui pra frente, as coisas possam ser diferentes?
O que eu devo ter como norte a seguir?
O que eu faço com as coisas que tenho e com as lembranças daquilo que perdi?
O que eu serei daqui cinco, dez, vinte anos?
O que eu quero agora, já que nada tenho?
E o que mais eu posso querer?
12 de maio de 2010
7 de maio de 2010
ANDO
Ando cada mais cétido e menos crítico, mais cítrico, porém menos ácido (se é que isso é possível)
Ando perdendo todas as ilusões, todas; toda a ingenuidade, e todas as certezas
Ando perdendo os medos
medo de ficar sozinho;

medo de não conseguir o que quero; medo de querer
medo da morte; medo do próprio medo e dos segredos não-revelados
Ando tendo menos tempo e mais paciência; mais consciência, mais dúvidas e menos pretensão de dissolvê-las
Ando me acostumando a não saber das coisas e de ser surpreendido por minha ignorância.
Ando me acostumando a sofrer calado e rir de mim mesmo

Ando revendo meus conceitos e descobrindo que, na maioria das vezes, melhor mesmo é não ter conceito sobre nada, nem ninguém
Ando querendo menos, e sabendo reconhecer o que ganhei com o tempo e com a vida
Ando percebendo que a vida é indecifrável; uma simples pergunta sem resposta
Ando concluíndo que dois mais dois há tempos deixou de ser quatro, ora é cinco, ora é três, ora é zero...
Ando dando mais graças à Deus
Ando dando mais valor ao silêncio e ao que ele me diz
Ando tentando aprender a conviver com o que me falta
Ando descobrindo que o caminho por ande trilho não tem fim, nunca teve; eu que estive a me iludir esse tempo todo.
15 de abril de 2010
PLATÔNICOS
Esta é a capa:
E este é o link do site onde é possível encontrar meu livro:
Vou criar um link para maiores informações sobre o livro. Por enquanto, o que queria mesmo era compartilhar com todos essa notícia.
até!
10 de abril de 2010
30
E não é que eles chegaram?
Chegaram como quem não quer nada; como algo inevitável.
E o que faço com eles? Com esses 30?
Me pergunto: o que fiz com os 29 anteriores?
O que farei?
Preciso me preocupar em fazer algo?
E o que eles querem que eu faça?
No lo se
3 de abril de 2010
AMOR V
“Oh, sim, parece que ele sim que vem vindo”
“Talvez seja”
“É claro que eu não sei ao certo como ele é”
“Ninguém sabe; eu também não”
“Mas se não for, é algo bem parecido”
“Mas é provável que seja”
“Dizem que ele é assim”
“É, e é sempre do mesmo jeito”
“Dizem que ele chega quando menos se espera”
“É e que ninguém está livre de ser pego por ele”
“Ele tira o sono”
“E o apetite”
“Ele faz palpitar o coração”
“E quase sempre mexe com o juízo”
“Ele transforma defeito em virtude”
“E virtude em divindade”
“Ele faz do mundo um lugar diferente”
“E é, muitas vezes, causador de muitas tragédias”
“Sem ele muitos dizem que não podem viver”
“E em nome dele muitos crimes são cometidos”
“Ele é chamado de sal da terra”
“Ele é um veneno para corações frágeis”
“Sem dúvida que é ele que vem chegando”
“E o que podemos fazer?”
“Como sempre, não podemos fazer nada”
“Mas deve haver algo que possa ser feito”
“E o que poderíamos fazer nós, mente e espírito diante do coração?”
“Sei, somos reféns”
“Triste sina a nossa!”.
24 de março de 2010
AMOR III
Olhos semicerrados, gemidos desejosos
Suspiros dobrados, dúvidas insolúveis
anseios, angústias
prazeres efêmeros
sonhos reais, realidade onírica
saudade imortal e distúrbios morais
20 de março de 2010
6 de março de 2010
AMOR I
Amor em tempos de crise
com oscilações financeiras e gestos filantrópicos
Amor em tempos de ódio
com atentados assassinos e suicídios silenciosos
Amor em tempos de dor
com divisões e fronteiras, lágrimas e desilusões
Amor em tempos de ignorância
com indistintos destinos e chacinas analfabetas
Amor em tempos de destemperança
com intolerância, terror e sonhos interrompidos
Amor em tempos de indolência
com alheamento e frieza, beijos e sorrisos falsos
Amor em tempos platônicos
com distância e silêncio, sufocamento e angústia
Amor em tempos de exceção
com armas, duras palavras e sobrancelhas eriçadas
20 de fevereiro de 2010
O SEMINARISTA E A ROSA DO POVO

Novo romance de um dos maiores escritores brasileiros, o Rubem Fonseca, o livro O Seminarista, é um romance policial rápido de se ler e delicioso de se apreciar. Muito bom ver que o tempo só melhora e torna mais apurada a qualidade literária de um gênio com este.
A ROSA DO POVO

Esse livro é, possivelmente, o melhor livro de poesia que li. É simplesmente lindo e toca sensivelmente na alma de quem busca por si mesmo, por sua real personalidade. Muito lirismo e versos precisos do poeta indestrutível.
Recomendo essas duas obras tão distintas, de autores tão talentosos.
25 de janeiro de 2010
A ÚLTIMA VEZ
Quando foi a última vez que você tomou banho de chuva?
Quando foi a última vez que você andou descalço na rua?
Quando foi a última vez que você fez o que quis e não o que disseram que tinha que fazer?
Quando foi a última vez que você se masturbou sem sentir-se vazio após o orgasmo?
Quando foi a última vez que você cedeu o seu lugar para alguém que achou precisar mais do que você?
Quando foi a última vez que você sonhou acordado?
Quando foi a última vez que se viu obrigado a mentir por achar que a verdade machucaria alguém?
Quando foi a última vez que você disse “se deus quiser!”?
Qual foi a última vez que você rezou?
Qual foi a última vez que você amou de verdade?
Qual foi a última vez que você desejou que algo de ruim acontecesse com alguém de quem você não gosta?
Qual foi a última vez que você disse “eu te amo” sem achar que não estava sendo realmente sincero?
Qual foi a última vez que você se lambuzou comendo manga?
Qual foi a última vez que você acordou desejando ser outra pessoa?
Qual foi a última vez que você quis permanecer deitado um pouco mais antes de quer que levantar para trabalhar?
Qual foi a última vez que você, antes de cair no sono, se perguntou o que estava fazendo nesse mundo?
Qual foi a última vez que você perdeu a fé?
Qual foi a última vez que você cantarolou um canção qualquer em voz alta?
Qual foi a última vez que você andou sem rumo, perdido?
Qual foi a última vez que você disse “essa é a última vez”
Qual foi a última vez que você achou que iria morrer?
Qual foi a última vez que você achou ter encontrado o amor da sua vida, mas era engano?
Qual foi a sua última vez?
20 de janeiro de 2010
ANDAR CONMIGO
(Julieta Venegas)
Hay tanto que quiero contarte
hay tanto que quiero saber de ti,
ya podemos empezar poco a poco
cuéntame que te trae por aquí.
No te asustes de decirme la verdad
eso nunca puede estar así tan mal
yo también tengo secretos para darte
y que sepas que no me sirven mas.
Hay tantos caminos por andar...
Dime si tú quisieras andar conmigo oh, oh, oh...
Cuéntame si quisieras andar conmigo oh, oh, oh...
Estoy ansiosa por soltarlo todo
desde el principio hasta llegar al día de hoy;
una historia tengo aquí para entregarte,
una historia todavía sin final
Podríamos decirnos cualquier cosa
incluso darnos para siempre un siempre no,
pero ahora frente a frente aquí sentados
festejemos que la vida nos cruzo
Hay tantos caminos por andar...
Dime si tú quisieras andar conmigo oh, oh, oh...
Cuéntame si quisieras andar conmigo oh, oh, oh...
Si quisieras andar conmigo...
16 de janeiro de 2010
SONHOS
Digam-me, o que fazemos com os sonhos que não se realizam?
Sonhos irrealizados não somem, não se desfazem, se esfumaçam ou evaporam. Alguns sonhos se despedaçam, mas seus pedaços continuam presentes na atmosfera da memória, com seus estilhaços fincados na alma da infeliz criatura.
O que fazemos com esses sonhos?
Existem algumas medidas paleativas, algumas ações, atitudes e movimentos que fazemos para conter o impacto destrutivo de um sonho que não se realizou. uma dessas medidas é o adiamento. Adiamos os sonhos; nos convencemos que num futuro não muito distante, estes sonhos se farão presente.
mas chega um ponto em que não seguramos mais as pontas, o sonho empedra, nos desapontamos, e o que era esperança se transforma num vazio sem som. E o sonho vira um tótem gigante, uma esfinge que nos encara e pergunta: "o que fazer agora?".
E então, o que fazemos com os sonhos que não se realizam?
O que fazemos com esses sonhos cheios de som e fúria? O que fazemos com esses sonhos de eterna juventude e amor pra toda vida? O que fazemos com esses sonhos de mar de rosas? O que fazemos com esses sonhos de uma noite de verão shekespereana? O que fazemos com esses sonhos paradisíacos de virgens amorosas que esperam por seus homens-bomba? O que fazemos com esses sonhos de milagres de crescimento econômico do país do futuro? O que fazemos com esses sonhos que entopem armários e consciências?
O que fazemos com os sonhos que não se realizam?
Digam-me
9 de janeiro de 2010
2010
Ano de copa, de eleições e todo tipo de coisas que parecem não nos dizer respeito
Espera-se, deseja-se e até vaticinam coisas boas
Porque as coisas ruins parece que já são sabidas e esperadas
Que esse ano novo seja novo em tudo:
Nas intenções honestas e possíveis
Nas atitudes sensatas e comedidas
Na proposta de se arrumar o que está errado
e manter no prumo que já estava se ajeitando
Que esse ano, mais do que novo,
que ele seja bom e próspero para todos
11 de dezembro de 2009
TRISTEZA? MELANCOLIA?
E vamos, pouco a pouco, nos enchendo de um vazio que não é preenchido mais facilmente, num desconfortável acomodamento e num estado de desesperança e de vitimização no atual estado das coisas.

Acho que, de certa forma, essa é uma forma de escapismo; se pôr na condição de vítima, de inocente, de perseguido pela vida e por seus acontecimentos. Na realidade, cruéis somos nós conosco; é mais cômodo talvez reclamar do que nos acontece do que aquilo que fazemos para que nos aconteça o que nos acomete. Pensei nisso quando andava pelas ruas e vi um homem parado, fumando, e presa à sua cintura havia uma sonda, já com um pouco de líquido amarelo. Pensei nas coisas da minha vida, nas coisas e sentimentos ruins, nesse meu vazio, nesse meu desamor, nessa minha dolorosa solidão, e pensei que, se além de tudo, eu ainda tivesse que usar um troço daquele na minha cintura, sugando minha urina, ou se eu não tivesse parte do meu corpo, se fosse cego, ou paraplégico, ou qualquer outro tipo de deficiência ou infortúnio que deus, vez por outra, por seus misteriosos e insondáveis motivos nos impõe.

Nessas horas a gente se sente até mal por ver que nossos problemas são menores do que os vemos. É claro que todos temos o direito de nos sentirmos mal, tristes e melancólicos. Se temos o direito de sermos felizes, também temos o direito de nos resguardar na dor e na amargura que nos toma o coração em certos momentos da vida.

Detesto quem diz que temos de ser alegres só porque existem pessoas em situações piores e continuam alegres e felizes. Sinceramente, o que os outros sentem não me interessa, assim como, já percebi, não interessa aos outros o meu sofrimento; pelo contrário, cada vez mais as pessoas estão se fechando em seus mundinhos egoístas e pouco se importando com o mundo ao redor.
Mas, sempre é bom ver o mundo com um olhar mais amplo, vendo o todo, assim, quem sabe, às vezes, a gente possa relativizar as coisas que parecem tão ruins.
É possível rir de tudo, inclusive, e principalmente, das nossas próprias agruras.


8 de dezembro de 2009
O CAMINHO
13 de setembro de 2009
CORAÇÕES
Corações de meninos, que sempre revivem a infância
Corações que se multiplicam
Corações como os das mães, onde sempre cabe mais um

Corações invisíveis
Que se mostram apenas aos olhos mais atentos
Corações que não escondem os seus sentimentos
Corações que são acertados
Por flechas que os deixam apaixonados
Corações que andam juntos pelos mesmos caminhos

Corações fraternos, que, muitas vezes, compartilham até mesmo aquilo que não têm

Corações envenenados
Amargurados, maquiavélicos

Corações feridos, empedernidos

Corações decepcionados, partidos e desiludidos

