8 de março de 2016

MULHER: A FLOR DE UM JARDIM – by Kiko Zampieri




Para os devotos do Cristianismo, a primeira mulher surgiu num imenso jardim. O Jardim do Éden. E às vezes, não sabemos se agradecemos a Deus pela obra prima ou a Serpente que fez Eva comer da maça e assim ser expulsa do Paraíso e procriar-se pelo mundo.
Para, mim, um poeta, posso afirmar que a mulher pode ser comparada com as flores que vivem pela Natureza, que chamarei de Jardim. Um Jardim chamado de Mundo.
Enfeitam, perfumam, embelezam e até curam, não podendo esquecer que algumas até matam, as flores Carnívoras, ainda bem que são minoria, cada uma com suas qualidades, cores, perfumes, sempre visitadas por borboletas, abelhas e outros insetos.
Nesse jardim de Meu Deus, vão seguindo seus destinos, como a Artemísia que dá forças, fortalece a consciência, despertando a vontade de agir. Ou como a frágil Camomila, que de frágil não tem nada, purifica, acalma e combate a ansiedade. Ou como a flor do Girassol, imponente, que une o Eu Superior ao Eu inferior, fortalecendo a personalidade e dando a capacidade de liderar. Ou como a flor do Agapanto, que ajuda a expandir a mente e o coração, diminuindo a teimosia e a soberba. Ou como a Orquídea que traz a virilidade e a fertilidade, a bravura e a coragem diante das intempéries da vida. Ou como o Crisântemo que traz a simplicidade e a perfeição. Ou como a Flor de Lótus, que traz a elegância, beleza, perfeição, pureza e graça
Podemos encontrar um tipo de mulher dentro de um jardim, cada qual com seus atributos, sempre necessários para a sobrevivência do mesmo e daqueles que dependem de seus néctares, pólen e perfumes. Mas nenhum jardim é completo se não houver A ROSA. Aquela que representa o amor, a paixão e a união.
As mulheres, representadas pelas flores, nesse Jardim que vivemos, não sobreviverão, se nós, os homens, não assumirmos o único papel nos dado nesse jardim. O do jardineiro.

FELIZ DIAS DAS MULHERES

3 de março de 2016

O naufrágio do Titanic espanhol nas costas brasileiras (por Kiko Zampieri)




Cem anos depois, o naufrágio do vapor Príncipe de Astúrias, ainda continua cheio de mistérios e várias Teorias da Conspiração.

No próximo dia 05 de março irá completar cem anos do naufrágio do vapor transatlântico Princípe de Astúrias. Até hoje é considerado o maior acidente marítimo ocorrido nas costas brasileiras. O vapor, considerado como o Titanic Espanhol, tinha 150 metros de comprimento, pesando 17 mil toneladas e com a capacidade de navegar com 1.890 passageiros, nesse dia, pelos informes oficiais, morreram 477 e apenas 143 sobreviveram. Nos não oficiais, aproximadamente, 1200 perderam a vida.

NAUFRÁGIO

Na madrugada do dia 5 de março de 1916, uma forte tempestade dominava a costa brasileira, era um domingo de carnaval e no salão de festas a orquestra ainda tocava marchinhas carnavalescas, conforme o relato de um dos tripulantes sobreviventes, as quatro e vinte um estrondo sacudiu o navio. Acabava de colidir contra um paredão rochoso da Ponta da Piradura, região sul da Ilhabela.
Um rasgo de 45 metros no casco e a explosão de duas caldeiras, levaram a pique em menos de dez minutos, nenhum pedido de socorro foi acionado, devido a rapidez do naufrágio.
Os cadáveres chegavam até a Ilha de São Sebastião, Ilha de Castelhanos em Ilhabela e Praia Grande em Ubatuba. Sobreviventes agarrados a fardos de cortiça e cadáveres foram recolhidos por um navio inglês Veja que estava próximo.

BOATOS E TEORIAS CONSPIRATÓRIAS

Sem os diários de bordo e os manifestos e a não sobrevivência do Capitão Lotina e de seu imediato, muitas teorias conspiratórias e boatos cercaram esse naufrágio.
Uma delas é sobre os mais de 800 imigrantes, foragidos da Europa devido a Primeira Grande Guerra Mundial, que estavam condicionados, clandestinamente, nos porões e que não tiveram nenhuma chance de sobreviver.


Outra seria que o naufrágio teria ocorrido devido a uma perseguição do Cruzador inglês – Glasgow, que patrulhava a costa brasileira e na fuga chocou-se com o paredão submerso da ilha.
Há também um boato de que a mudança de rota fora devido a uma parada na costa de São Sebastião para que fosse transferido 11 toneladas de ouro para outro navio, mas o transtorno causado pelas ondas gigantescas e a falta de visibilidade, fizeram com que fosse levado para a correnteza até o local do choque.

A CARGA

Levava uma carga de 12 estátuas de bronze, componentes para a construção do Monumento dos Espanhóis do Parque Palermo, de nome "La Carta Magna y las Cuatro Regiones Argentinas", em Buenos Aires, e um valor de 40.000 libras-ouro, além de grande quantidade de metais como estanho, amianto, cobre, zinco, aços, fios elétricos e vinho português, hélices de bronze para navio, dinheiro e joias dos passageiros e correios em geral.
No ano de 1989, foi instalado um teleférico para o recolhimento de material do navio afundado, entre eles, garrafas, talheres de pratas, louças e metais. No ano seguinte, duas estátuas de mulheres, em bronze, foram também recolhidas.
Até hoje muitos mergulhadores tentam visitar os destroços, contudo as dificuldades são em demasia, fortes correntezas, ondas fortes, neblina e a escuridão, para tentarem a salvatagem nos destroços.

16 de fevereiro de 2016

Edição nº 07 - DIVERSIDADE



Olá para todos os leitores e amigos da nossa Revista Espinho D'água. Estamos de volta com mais uma edição da nossa revista, e dessa vez o tema é a Diversidade. Um tema tão discutido atualmente, tanto quando tratamos de diversidade de gênero, religiosa, política ou racial. Em tempos de não-nomeações controversas em Oscar ou apresentações polêmicas em Super Bowl; passando por leis a respeito de uniões homoafetivas ou polarizações partidárias, viemos dar nosso ponto de vista sobre alguns pontos, alguns específicos, outros gerais, que não estão diretamente relacionados com o que vemos pontualmente na tv ou internet, mas com o tema mais profundo e analítico da questão.
Acima de qualquer coisa, o que queremos é afirmar nosso "viva" à Diversidade, entendendo que ela é uma das chaves fundamentais para evoluirmos como sociedade e civilização!
clique no link e boa leitura!!!


4 de fevereiro de 2016

É A ZIKA! SOMOS NÓS!



Há muitas pessoas procurando culpados para a situação ter chegado no ponto em que chegou no caso do mosquito transmissor da dengue, da febre Chikungunya e do Zika virus. Muitos culpando o governo, e este, sem fazer sua mea culpa, usa o discurso que todos têm que fazer sua parte.
Bem, a verdade é que não importa mais perder tempo nesse tipo de discussão. O que deve ser feito é agir, e agir em conjunto, coletivamente, para nos vermos livres da epidemia em que se tornou essas doenças. A cada um de nós cabe sua cota de responsabilidade, e por mais que os acomodados, revoltados, oposicionistas, pessimistas e indignados tentem, ou queiram, se esquivar da sua parte no todo, é preciso ter a consciência que essas doenças transmitidas pelo mosquito Aedes Aegypti podem afetar a todos nós. Homens, mulheres, crianças, gestantes, idosos. Todos nós estamos sujeitos a ser vitimados por essas doenças, sendo assim, também temos que ter a disposição e o engajamento para combatê-las.
Um combate conjunto, coletivo, consciente, cuidadoso, diário e intermitente; até vencermos!

10 de novembro de 2015

A ARTE DE SE APEGAR (ao que te faz ser melhor)

Há por aí, circulando em máximas e aforismos diversos, a ideia moderna do "desapego". "Não se apega, não!" é o mote do momento. Não se apegar a ninguém; mas por que não? por que não se apegar a alguém? Ah sim, para não sofrer. Mas, quem não se apega, não sofre? será que não mesmo?
É possível acreditar na frieza das relações. Ou apenas no que as relações aparentam ser? Eis uma verdade da qual não pode escapar: "Todo mundo sofre!" e ainda há outra, tão pétrea quanto a anterior: "Todo sofrimento passa!".
Sofremos porque temos sentimentos, somos humanos, criamos expectativas, depositamos desejos em pessoas e ideias, por vezes, equivocadas; amamos quem não ama, confiamos em quem acaba, por muitos motivos, nos traindo, ou não retribuindo a confiança, o carinho ou a consideração que achávamos devida. Em verdade, quase tudo pode nos causar sofrimento, assim como também pode nos causar contentamento ou simplesmente alheamento. E tudo passa, porque até nós mesmo passamos; nada é para sempre! nem a alegria, nem o sofrimento.
E no sofrimento, se formos sóbrios e maduros, conseguimos aprender mais e melhor sobre as coisas da vida, e, por ventura, saímos de tudo mais fortes e sábios (quiçá!)
A questão talvez não seja se apegar, mas se "a-pregar" a alguém, alguma ideia ou qualquer coisa que seja!

24 de setembro de 2015

KATY PERRY E A GLOBALIZAÇÃO - (PARTE 02)





Em 2009 escrevi um post sobre a Shakira e a sua carreira, sob o ponto de vista da globalização. Hoje, de certa forma, cabe a comparação com a figura que é um dos grandes nome do pop mundial. Katy Perry.
Filha de pastores evangélicos, e também evangélica, Katy começou sua carreira artística cantando em igrejas e gravando canções gospel, chegando até a gravar, em 2001, um disco só com canções religiosas e sob o nome artístico de Katy Hudson. Foi um redundante fracasso; culminado até com o fechamento da gravadora na época.


 Pois bem, oito anos se passaram, e algumas frustrações e discos e contratos cancelados, e a loirinha de olhos angelicais e que cantava músicas louvando a Deus, pintou os cabelos de preto, mudou o nome artístico, passou a usar roupas justas e com decotes generosos e trocou as palavras de fé por frases do tipo “eu beijei uma garota e gostei disso”. Suas performances nos palcos tornaram-se ousadas. Não raras foram as vezes em que ela apresentou-se completamente bêbada e desbocada.
Se ela sempre tivesse sido assim, seria totalmente aceitável e compreensível. As pessoas são como são; cabe a nós aceitar ou não o seu jeito de ser. Mas, contudo, todavia, entretanto...
Mais uma vez presenciamos a transformação, a transmutação de algo que era de uma maneira e que teve de ser mudada, adaptada, ajustada para o mercado pop, para agradar ao gosto do que determinam o que deve ou não ser consumido.
O tempo passa, mas os padrões impostos pelo “status quo” continuam determinando tudo que deve, e como deve, ser consumido e adorado. A máquina segue seu curso, rodando, com seu rolo compressor aglutinando, processando e devolvendo novas velhas concepções do que é bom.
Ainda assim, não nos custa ainda insistir na importância da não subserviência artística e ideológica, de continuar sendo quem se é e conseguir perseverar assim. Independente da sua etnia, origem ou da produção milionária que está por trás da pessoa.




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