4 de fevereiro de 2014

MERCADANTE E A GESTÃO DA EDUCAÇÃO


BRASILEIROS E SEUS FERIADOS


(texto de Ana Claudia Cappellotti)

Brasileiro adora entrar em recesso e voltar para casa bem descansado e com a cabeça flutuando de contente. Eu nunca vi gente que goste mais de feriado – que vira feriadão – como nós. E de férias nem se fala: enquanto para outros essas são curtinhas, as nossas se esticammmmmm.
E mesmo com tanto feriado que temos, boa parte do povo diz que precisa descansar. Muitos acham que os feriados encurtam o ano!
Será?
É nesse ponto que fico encucada: fico pensando o porquê de um ano mais curto, com tantos feriados. Não entendo essa pressa para entrar noutro ano. Para fazer o quê?
A certeza que tenho é que nós brasileiros gostamos de mar, sol, futebol, música, cervejinha, por isso somos um povo alegre, o que não quer dizer que todos sejam felizes. Todo dia nos deparamos com problemas, então para muitos o negócio é se alegrar para esquecer. E um feriado, vêm na medida.
Vocês concordam?
Esse ano por exemplo, está supimpa! Vai dar para emendar uma coisa na outra. Aliás, tem muita gente que adora emendas. Lá no Congresso, “eles” conhecem tudo sobre emendas! As emendas lá começam nas sextas e terminam nas segundas. Mas feriados mesmo, vamos ter nos jogos e na Copa. Viva o Brasil e que vivam os brasileiros.
Nosso país têm feriado demais; emendamos Natal com Ano Novo; o Carnaval, a Páscoa, o Dia do Trabalho, Proclamação da República, Finados, Aparecida (nossa Padroeira), e outros feriados regionais que aproveitamos para botar o pé na estrada.
De um limão fazemos uma limonada.
Sabemos fazer isso direitinho, até porque somos latinos, e não escapamos à regra, e gostamos de boa vida. É aí que o tiro sai pela culatra.
E só uma coisinha: se nossos representantes trabalham apenas uns dias por semana – “LUTAM FEITO LEÕES EM DEFESA DE NOSSOS INTERESSES” – por que o povo vai trabalhar como um condenado pra ganhar um centésimo do que eles ganham?
Acho que está explicado por que adoramos tantos feriadões...


3 de fevereiro de 2014

Café Filosófico da Guigui



“Não está ocioso apenas aquele que não faz nada, mas também aquele que poderia fazer algo melhor.”Sócrates.

Você já parou para pensar o quanto deixou de fazer, enquanto reclamava aos quatro ventos depois de ler uma notícia ou assistir o final de uma novela ou votar no líder de um BBB? Pois é!
Você já parou para pensar o quanto é importante para um todo, que uma ideia, um pensamento, uma simples palavra, pode mudar uma geração? Pois é!
Talvez para você não seja importante o que um outro ser esteja sentindo ou pensando, importante, talvez, é juntar-se a um grupo de adeptos, armar-se de um espírito medieval, prontos para matar ou morrer ou simplesmente perturbar? Com que finalidade? Poder? Soberania? Desprezo? Ódio? Ou simplesmente ignorância?
Será que uma frase “curtida” ou “compartilhada” no Facebook, seja a solução para manter a esperança em nossos corações e mentes? Será que voltar para a Alegoria das Cavernas, como mostrou Platão, é a solução para nos escondermos novamente dessa avalanche de informações que nos atingem a cada segundo? Será que a luz do conhecimento está afetando nossos cérebros de tal maneira que a ignorância é o melhor remédio e assim não termos que nos preocupar com as próximas gerações, com o planeta, que morre a cada hora, com a ganância que toma conta das pessoas, antes tão simples ou mesmo o AMOR, que se torna a cada dia apenas uma sensação passageira?

Dizem que “O futuro à Deus pertence”, mas fico com “É estupidez pedir aos deuses aquilo que se pode conseguir sozinho.” Epicuro.

GENUÍNO E SUA CONSCIÊNCIA



31 de janeiro de 2014

PIOR DO QUE ESTÁ FICA SIM!


GERAÇÃO INTERNET



(texto de Ana Claudia Cappelloti)

Por diversas vezes me pego a olhar a geração de hoje e comparo com a geração dos meus pais e chego à conclusão que algumas coisas mudaram para melhor e outras para pior.
Antigamente os jovens eram diferentes, tinham mais respeito, educação e não havia tanta violência nem tanta informação como hoje.
Eu, por exemplo, fui uma criança que pude brincar na rua de queimada, de bonecas, de casinha, enfim eu brincava, fui criança mesmo e tive infância, porque, para mim, brincar é isso.
Hoje, já adulta, vejo que as crianças brincam de praticar crimes e matar, e isso é um ponto negativo, mas também vejo que hoje somos mais bem informados que antigamente, ou seja, tudo está na Internet e em minutos sabemos de tudo com milhares de internautas interagindo. Sem dúvida isso é uma nova etapa.
O problema é que muitos utilizam esse recurso de forma errada, aprendendo só coisas ruins como por exemplo: fazer bombas, fazer movimentos arruaceiros ou então ficam 24 horas por dia na frente da tela do computador como se fossem zumbis e esquecem que lá fora existe um mundo. Esses que ficam assim nem sabem como agir socialmente quando tirados da frente do mesmo.
Sabemos que essa interatividade toda é boa, mas não podemos condicionar nossas vidas a um aparelho eletrônico.
Vemos computadores cada vez mais sofisticados, muitos jogos atiçando a violência, sexo explícito para quem quiser ver e aprender. E alguns sentimentos, como o amor, o respeito vão ficando em segundo plano.
É facebook, istagram, orkout, e muitos outros que vieram só para facilitar tamanha exposição, todos ficam sabendo da vida de todos. É interatividade demais. Conseguimos falar com pessoas on-line que estão do outro lado do mundo.
A única certeza que tenho hoje é que nada mais é impossível para o homem.
Nós que somos mais antigos só precisamos nos acostumar com essa linguagem que anda pela Internet, quase indecifrável e horrorosa, com muitas abreviações estranhas.
E saber que ainda estão pensando em fazer uma reforma na nossa língua. Acho que não precisa, pois a reforma está indo de vento em popa.
Está tudo bagunçado!


29 de janeiro de 2014



UM ANO DE TRISTEZA



No dia 27/01/2013 aconteceu uma das maiores tragédias que o Brasil presenciou pelos noticiários. Vamos relembrar:
Foi na madrugada de domingo, por volta das 2h30, quando centenas de jovens participavam de uma festa na boate Kiss, em Santa Maria (RS). Tudo começou durante a apresentação da banda Gurizada Fandangueira, quando um dos integrantes do grupo utilizou um efeito pirotécnico (um sinalizador luminoso), cujas fagulhas atingiram a espuma de isolamento acústico da boate. O fogo, começou no teto sobre o palco. As vítimas então, começaram a buscar rotas alternativas para se salvarem. Muitos se aglomeraram nos dois banheiros, e em frente à porta, onde os bombeiros encontraram dezenas de corpos empilhados.
Essa tragédia aconteceu por dois motivos:
1° - a fumaça era tóxica ( e quanto mais escura, maior a concentração de monóxido de carbono (CO) e esse quando inalado entra na corrente sanguínea e assim em contato com a hemoglobina, isso impede a circulação de oxigênio no organismo. Sem oxigênio, a pessoa entra em estado de sonolência e, em seguida, coma. Esse processo pode levar até 3 minutos).
2° - porque um grupo de seguranças bloqueou a única saída da boate, com o objetivo de evitar a saída de clientes sem pagar a conta.
E o desfecho dessa história toda?
A morte de 242 vítimas.
E de lá para cá o que foi feito?
NADA. Os quatro acusados por homicídio ( dois sócios da casa noturna e dois integrantes da banda) estão em LIBERDADE.
Chegamos à conclusão que realmente esse país não há Lei, ou melhor dizendo, elas não funcionam para quem tem dinheiro e poder, e quem sofre são as famílias que perderam seus filhos de forma covarde e que hoje lutam para chamar a atenção das autoridades “para que haja justiça”, através do MOVIMENTO SANTA MARIA DO LUTO À LUTA.
Nessa segunda completou 1 ano que ocorreu tudo isso, e os moradores da cidade promoveram uma homenagem ás vítimas.
Tenho certeza que, para quem perdeu seu filho, o que fica é o vazio, passe o tempo que for. E hoje e sempre muitos chorarão, enquanto quem deveria estar pagando dentro da cadeia esse crime, aproveitam o sol, o mar, o dinheiro, a mordomia, como se nada tivesse acontecido.
Até quando vamos ver essa impunidade?

Não dá mais né! Chega!