7 de fevereiro de 2014
6 de fevereiro de 2014
5 de fevereiro de 2014
4 de fevereiro de 2014
BRASILEIROS E SEUS FERIADOS
(texto de Ana Claudia Cappellotti)
Brasileiro adora entrar em recesso e voltar para casa bem descansado e com a cabeça flutuando de contente. Eu nunca vi gente que goste mais de feriado – que vira feriadão – como nós. E de férias nem se fala: enquanto para outros essas são curtinhas, as nossas se esticammmmmm.
E
mesmo com tanto feriado que temos, boa parte do povo diz que precisa
descansar. Muitos acham que os feriados encurtam o ano!
Será?
É
nesse ponto que fico encucada: fico pensando o porquê de um ano mais
curto, com tantos feriados. Não entendo essa pressa para entrar
noutro ano. Para fazer o quê?
A
certeza que tenho é que nós brasileiros gostamos de mar, sol,
futebol, música, cervejinha, por isso somos um povo alegre, o que
não quer dizer que todos sejam felizes. Todo dia nos deparamos com
problemas, então para muitos o negócio é se alegrar para esquecer.
E um feriado, vêm na medida.
Vocês
concordam?
Esse
ano por exemplo, está supimpa! Vai dar para emendar uma coisa na
outra. Aliás, tem muita gente que adora emendas. Lá no Congresso,
“eles” conhecem tudo sobre emendas! As emendas lá começam nas
sextas e terminam nas segundas. Mas feriados mesmo, vamos ter nos
jogos e na Copa. Viva o Brasil e que vivam os brasileiros.
Nosso
país têm feriado demais; emendamos Natal com Ano Novo; o Carnaval,
a Páscoa, o Dia do Trabalho, Proclamação da República, Finados,
Aparecida (nossa Padroeira), e outros feriados regionais que
aproveitamos para botar o pé na estrada.
De
um limão fazemos uma limonada.
Sabemos
fazer isso direitinho, até porque somos latinos, e não escapamos à
regra, e gostamos de boa vida. É aí que o tiro sai pela culatra.
E
só uma coisinha: se nossos representantes trabalham apenas uns dias
por semana – “LUTAM FEITO LEÕES EM DEFESA DE NOSSOS INTERESSES”
– por que o povo vai trabalhar como um condenado pra ganhar um
centésimo do que eles ganham?
Acho
que está explicado por que adoramos tantos feriadões...
3 de fevereiro de 2014
Café Filosófico da Guigui
“Não está ocioso apenas
aquele que não faz nada, mas também aquele que poderia fazer algo
melhor.”Sócrates.
Você já parou para pensar o quanto deixou de
fazer, enquanto reclamava aos quatro ventos depois de ler uma notícia
ou assistir o final de uma novela ou votar no líder de um BBB? Pois
é!
Você já parou para pensar o quanto
é importante para um todo, que uma ideia, um pensamento, uma simples
palavra, pode mudar uma geração? Pois é!
Talvez para você não seja
importante o que um outro ser esteja sentindo ou pensando,
importante, talvez, é juntar-se a um grupo de adeptos, armar-se de
um espírito medieval, prontos para matar ou morrer ou simplesmente
perturbar? Com que finalidade? Poder? Soberania? Desprezo? Ódio? Ou
simplesmente ignorância?
Será que uma frase “curtida” ou
“compartilhada” no Facebook, seja a solução para manter a
esperança em nossos corações e mentes? Será que voltar para a
Alegoria das Cavernas, como mostrou Platão, é a solução para nos
escondermos novamente dessa avalanche de informações que nos
atingem a cada segundo? Será que a luz do conhecimento está
afetando nossos cérebros de tal maneira que a ignorância é o
melhor remédio e assim não termos que nos preocupar com as próximas
gerações, com o planeta, que morre a cada hora, com a ganância que
toma conta das pessoas, antes tão simples ou mesmo o AMOR, que se
torna a cada dia apenas uma sensação passageira?
Dizem que “O futuro à Deus
pertence”, mas fico com “É estupidez pedir aos deuses aquilo que
se pode conseguir sozinho.” Epicuro.
31 de janeiro de 2014
GERAÇÃO INTERNET
(texto de Ana Claudia Cappelloti)
Por
diversas vezes me pego a olhar a geração de hoje e comparo com a
geração dos meus pais e chego à conclusão que algumas coisas
mudaram para melhor e outras para pior.
Antigamente
os jovens eram diferentes, tinham mais respeito, educação e não
havia tanta violência nem tanta informação como hoje.
Eu, por exemplo, fui uma criança que pude brincar na rua de queimada, de
bonecas, de casinha, enfim eu brincava,
fui criança mesmo e tive infância, porque, para mim, brincar é isso.
Hoje,
já adulta, vejo que as crianças brincam de praticar crimes e matar,
e isso é um ponto negativo, mas também vejo que hoje somos mais bem
informados que antigamente, ou seja, tudo está na Internet e em
minutos sabemos de tudo com milhares de internautas interagindo. Sem
dúvida isso é uma nova etapa.
O
problema é que muitos utilizam esse recurso de forma errada,
aprendendo só coisas ruins como por exemplo: fazer bombas, fazer
movimentos arruaceiros ou então ficam 24 horas por dia na frente da
tela do computador como se fossem zumbis e esquecem que lá fora
existe um mundo. Esses que ficam assim nem sabem como agir
socialmente quando tirados da frente do mesmo.
Sabemos
que essa interatividade toda é boa, mas não podemos condicionar
nossas vidas a um aparelho eletrônico.
Vemos
computadores cada vez mais sofisticados, muitos jogos atiçando a
violência, sexo explícito para quem quiser ver e aprender. E alguns
sentimentos, como o amor, o respeito vão ficando em segundo plano.
É
facebook, istagram, orkout, e muitos outros que vieram só para
facilitar tamanha exposição, todos ficam sabendo da vida de todos.
É interatividade demais. Conseguimos falar com pessoas on-line que
estão do outro lado do mundo.
A
única certeza que tenho hoje é que nada mais é impossível para o
homem.
Nós
que somos mais antigos só precisamos nos acostumar com essa
linguagem que anda pela Internet, quase indecifrável e horrorosa,
com muitas abreviações estranhas.
E
saber que ainda estão pensando em fazer uma reforma na nossa língua.
Acho que não precisa, pois a reforma está indo de vento em popa.
Está
tudo bagunçado!
30 de janeiro de 2014
29 de janeiro de 2014
UM ANO DE TRISTEZA
No dia 27/01/2013
aconteceu uma das maiores tragédias que o Brasil presenciou pelos
noticiários. Vamos relembrar:
Foi na madrugada de
domingo, por volta das 2h30, quando centenas de jovens participavam
de uma festa na boate Kiss, em Santa Maria (RS). Tudo começou
durante a apresentação da banda Gurizada Fandangueira, quando um
dos integrantes do grupo utilizou um efeito pirotécnico (um
sinalizador luminoso), cujas fagulhas atingiram a espuma de
isolamento acústico da boate. O fogo, começou no teto sobre o
palco. As vítimas então, começaram a buscar rotas alternativas
para se salvarem. Muitos se aglomeraram nos dois banheiros, e em
frente à porta, onde os bombeiros encontraram dezenas de corpos
empilhados.
Essa tragédia
aconteceu por dois motivos:
1° - a fumaça era
tóxica ( e quanto mais escura, maior a concentração de monóxido
de carbono (CO) e esse quando inalado entra na corrente sanguínea e
assim em contato com a hemoglobina, isso impede a circulação de
oxigênio no organismo. Sem oxigênio, a pessoa entra em estado de
sonolência e, em seguida, coma. Esse processo pode levar até 3
minutos).
2° - porque um grupo
de seguranças bloqueou a única saída da boate, com o
objetivo de evitar a saída de clientes sem pagar a conta.
E o desfecho dessa
história toda?
A morte de 242 vítimas.
E de lá para cá o que
foi feito?
NADA. Os quatro
acusados por homicídio ( dois sócios da casa noturna e dois
integrantes da banda) estão em LIBERDADE.
Chegamos à conclusão
que realmente esse país não há Lei, ou melhor dizendo, elas não
funcionam para quem tem dinheiro e poder, e quem sofre são as
famílias que perderam seus filhos de forma covarde e que hoje lutam
para chamar a atenção das autoridades “para que haja justiça”,
através do MOVIMENTO SANTA MARIA DO LUTO À LUTA.
Nessa segunda completou
1 ano que ocorreu tudo isso, e os moradores da cidade promoveram uma
homenagem ás vítimas.
Tenho certeza que, para
quem perdeu seu filho, o que fica é o vazio, passe o tempo que for.
E hoje e sempre muitos chorarão, enquanto quem deveria estar pagando
dentro da cadeia esse crime, aproveitam o sol, o mar, o dinheiro, a
mordomia, como se nada tivesse acontecido.
Até quando vamos ver
essa impunidade?
Não dá mais né!
Chega!
28 de janeiro de 2014
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