15 de janeiro de 2014

ROLEZINHO

Essa nova geração de idiotas que estipularam um novo sentido para o “Rolezinho”, pois sou da época que “Rolezinho” era vestir uma jaqueta de couro, uma camisa Balon, Gumex no cabelo e se perfumar com Lancaster e depois encontrar os amigos numa esquina do bairro e ir para um bailinho numa garage ou num clube da cidade, deveriam praticar o “Suicídio Mental”, ou seja, colocar nas grandes orelhas um bom headphone e o volume do som preferido, O FUNK, no último estágio durante seis meses, pronto estaríamos sossegados novamente.
Estive, ultimamente, discutindo com alguns famosos alunos da Faculdade de Ciências Sociais da USP, aqueles cercados por plantações e consumidores de Cannabis sativa, deixando claro que citei “alguns” e não todos, e o que ouvi foi que nós, consumidores ativos dos Shoppings, aqueles que movimentam a economia do país, estávamos errados em coibir o “Rolezinho”, pois as pessoas devem entender a liberdade de cada um e não respeitá-la, como se deve. Claro que esses, alguns, estudantes, ainda não-formados, acham que a Liberdade é um reflexo de espelho, onde se vê a própria “cara” e que a sociedade é desnecessária. Aí eu pergunto: Se não fosse a sociedade, eles estariam estudando numa faculdade pública? Teriam ruas para caminhar com os coletivos ou veículos próprios? Estariam, alguns poucos, trabalhando? Quando eles chegam em casa, a comida, a água, a luz elétrica e o teto, não estão lá? Que me perdoem os “bons”, mas essa geração que eu pensava, ter olhos no próprio umbigo, chego à conclusão que são apenas cegos.


14 de janeiro de 2014

Pago um boi para não entrar numa Briga


E uma boiada para não sair, já dizia o velho dito popular. Recentemente o site e revista digital de literatura: Literatortura, muito conhecido por seu logo de Poe e suas matérias diversificadas e divertidas, postou uma matéria sobre as rixas históricas entre autores.
Agora essas pequenas brigas construtivas ou destrutivas quase não existem entre autores. Existem críticos de literatura, pessoas que não escrevem, não fazem a mínima ideia de como compor um livro e ainda assim, acham divertido desmerecer o trabalho dos autores iniciantes. Mas onde estão os comentários irônicos entre escritores?
Há algum tempo, King fez algumas pequenas críticas à: 50 Tons de Cinza e Crepúsculo, gerando uma grande repercussão na mídia e certa revolta dos fãs das obras criticadas. O que é compreensível, eu sou fã de Harry Potter e também ficaria chocada se King criticasse a série de Rowling.
Mas, isso é saudável, estamos vivendo um momento de lamber o ego alheio e isso não leva ninguém a lugar algum. Nos meus 14 anos conheci uma comunidade do Orkut chamada Taverna Literária, onde os autores iniciantes encontravam espaço para colocar seus textos e receber opiniões.
Entre esses autores havia um poeta de Santa Catarina que criticava os escritores veementemente, e sem qualquer tipo de freio. Não é preciso dizer que ele causou ódio entre todos. Meio chocada com a história fui verificar o que o sujeito escrevia para achar que podia criticar os outros com tanto ímpeto e fiquei abismada.
Até hoje tenho uma pasta no meu computador onde mantenho salvo todos os poemas de Marcos Meurer muito cuidadosamente, um dos poetas mais profundos e geniais que tive o prazer de conhecer. Um gênio, com um ego digno do Marques de Sade, mas ainda assim um gênio.
Em minha pequena experiência decidi que deveria aprender com quem fazia críticas severas aos textos dos outros (recebi críticas que quase me quebraram em um original em que estou trabalhando, e graças a isso sei que antes tinha uma pedra bruta e hoje tenho um diamante em mãos). E isso me fez crescer como autora, a entender que críticas foram feitas para me ajudarem a enxergar os meus erros e concertá-los.
Como conselhos eu diria que:
1- não, sua obra não está perfeita agora que você a terminou e que você foi o único a lê-la, na verdade tenho certeza que se alguém a tivesse lido (alguém sincero, não a(o) sua(seu) melhor amiga(o), essa pessoa teria apontado uma ou duas coisas que estragam a história inteira.
2- ouça essa pessoae para de achar que essa é sua obra prima, do jeito que ela foi criada, que é seu filho. Seus filhos não nascerão perfeitos, muito pelo contrário, eles passarão por longos vinte e poucos anos apenas estudando para dizerem que são maios ou menos aceitáveis.
3- Engavete seu romancede seis meses a dois anos. Se esqueça dele, esqueça a trama e esqueça a ideia original. Trabalhe em outras histórias, leia livros e veja filmes fora dessa temática e então, volte a lê-lo. Se ainda achá-lo perfeito, então parabéns. Você é um autor que acerta na primeira.
4- Peça para várias pessoas lerem e darem sua opinião antes de entregar a uma editora. Sabe o Neil Gaiman? Aquele cara de Sandman, Coraline, Lugar Nenhum? Você já leu alguma dedicatória dele? Já percebeu quantas pessoas lapidaram seus romances antes que eles fossem parar nas livrarias e você fosse compra-los? É, e você ainda acha que vai virar um Best-Seller sem passar por filtro nenhum.
5- Não desista de uma plot que você acha boa. Perceba que eu disse plot, e não romance. A Plot é o esqueleto da história, o básico do básico do básico que faz o enredo rodar. Por exemplo: Django é um escravo que quer vingança por ter sido separado de sua mulher. Ele conhece um caçador de recompensas alemão e com a ajuda dele irá caçar todos que o feriram de alguma forma.
6- Não escreva forçado. Deixe acontecer. E daí que o autor tem que publicar um livro por ano? E daí que ele tem que estar em todas as coletâneas possíveis e imagináveis? Os maiores diretores de cinema que eu conheço, tem no máximo cinco ou seis filmes num espaço de vinte anos (isso vale para desenhistas e escritores também). 

Auxilio-Reclusão by ESPINHOSO

AUXÍLIO-RECLUSÃO é um benefício dado para presos em regime fechado ou semiaberto, que o dependente só tem direito se continuar sendo dependente, ou seja, preso. O valor pago é variável, em 2012, de 622,00 à 915,00 reais, dependendo da contribuição prévia do segurado.




ESPINHOSO


Senhoras e Senhores, vos apresentamos ele, O ESPINHOSO.
Filho Bastardo da nossa Revista Espinho D'água, com sua língua afiada, meio ranzinza, e com um humor próprio e nem sempre agradável. Ele estará aqui para tecer seus comentários, opiniões e pensamentos, sempre de uma maneira própria e não muito suave.
Acompanhe suas espinhada aqui e no twitter:
@espinhodagua.
E salve-se quem puder!!



13 de janeiro de 2014

AUXILIO-RECLUSÃO

(Texto de Kiko Zampieri)

Eu queria começar o ano, retornar aos meus artigos, tentando escrever alguma coisa boa, surpreendente, que deixasse meus leitores com um largo sorriso, mas infelizmente pouco nesse país nos alegra, completamente.
E o que mais me indiguina é a falta de conhecimentos dos nossos concidadãos e o uso inadequado de ferramentas que mudariam uma geração, tanto debatidas por nossa revista. De cada 100 postagens, podemos aproveitar dez por cento. Estamos pensando em criar uma Rede Social “ESPINHOTWITERBOOKGRAM” só para pessoas inteligentes, realmente sociais, com frases de efeito e fotos de políticos presos, advogados condenados junto com seus réus, que defenderam como sendo inocentes, crianças se alimentando daquelas receitas espalhadas pelas redes sociais, abraços de pessoas que venceram pela moralidade e muito trabalho, e muito mais coisas importantes.
Um fato que me chama muito a atenção é o AUXÍLIO-RECLUSÃO. Tenho lido muito sobre os questionamentos desse auxílio. Que sai dos nossos bolsos, que é maior que o salário mínimo, mas vocês sabiam que só tem direito, o preso que é segurado do INSS? Que esse auxílio é só para presos em regime fechado ou semiaberto? Que o dependente só tem direito se continuar sendo dependente? Que o valor pago é variável, em 2012, de 622,00 à 915,00 reais, dependendo da contribuição prévia do segurado, nesse caso o preso? Que de três em três meses é preciso ser feita uma comprovação com atestamento da prisão? Que em junho de 2012 o valor médio foi de 681,00 reais? Fonte O Globo.
Que o preso perde esse benefício em caso de fuga, liberdade condicional, transferência para prisão albergue ou regime aberto?
Cientes das informações, podemos agora abrir os questionamentos. Se caso encerrarmos o pagamento desse auxílio, aumentaria ou diminuiria o número de crimes?
Óbvio que aumentaria. Afinal onde seriam alocados os filhos desse preso? Com certeza em algum bando de traficantes ou assaltantes ou até assassinos. Então a questão não é o benefício, que particularmente acho necessário, mas sim leis mais duras, mais empregos aos nossos jovens, menos partidos políticos, menores salários para os políticos e agregados e principalmente maior participação do povo futebolisticamente carnavalesco alienado. A hora é agora! Ou continuaremos em 1808.



8 de janeiro de 2014

Se as Pessoas te Elogiam, pode Ser uma Profissão?


Texto de Inge
No último Fantástico, programa de domingo à noite da Globo, o grande consultor de empresas e empreendedorismo: Max Gehringer disse que se você recebe elogios a respeito de algo, isso pode ser considerado como uma opção de profissão. Mas isso pode ser levado em consideração quando estamos falando de artes?
Antes de decidir por Administração de Empresas, fiz Design Gráfico e assustada com o mercado de trabalho, decidi que era melhor apostar em algo que poderia ser menos suscetível do que uma carreira artística. Hoje em dia, depois de alguns anos trabalhando na área que escolhi, começo a me perguntar se estava realmente certa nessa atitude.
Somos ensinados a recusar nossos talentos desde cedo, treinados no modelo do que é produtivo (seja um engenheiro! Seja um mecânico! Seja um contador! Não seja professor! Não seja músico! Não seja um artista!). É fato que existe uma pequena parcela que quer o mundo artístico pelo dinheiro fácil e a carreira meteórica, deixando para trás todos os ensinamentos que grandes artistas nos deram nos séculos passados.
Nossa veia artística definhou?
Somos tão necessitados dessa riqueza material que até o que há de mais profundo, metafórico e rico da nossa cultura ― a música, a pintura e a escrita, tomaram um significado raso e sem sentido? Lendo as considerações iniciais da nova versão de O Pistoleiro, da série A Torre Negra de Stephen King, notei que até mesmo os grandes autores, que se tornaram mitos, sofrem com essa angústia.
King, um autor pop como ele mesmo gosta de se identificar, disse muito sabiamente que o interesse dele não era ser o melhor, o mais fantástico, sua necessidade no momento da escrita era tocar quem estivesse lendo. Era entrar no coração dos seus leitores e fazê-los repensarem, sentirem, chorarem, tremerem e rirem. E ele o faz com maestria. A História de Lisey (LOVE) é uma de suas obras mais profundas e com muita delicadeza, ele conseguiu fazer com que pequenas expressões do nosso dia-a-dia ganhassem um significado monstruoso.
Os autores nacionais e internacionais têm escrito muito da mesma coisa, a famosa ficção pop para entretenimento. Certo, entreter é bom, mas é só isso? Nada nunca me fez crer que por algum motivo tolo, um livro não deve ensinar algo, afinal para que escrevemos se não queremos expressar nossa opinião ou mesmo defendermos nossa hipótese? Mesmo poemas e HQs defendem uma ideia. Mesmo um quadro tem um ponto de vista.
As carreiras artísticas, que antes eram destinadas a alguns poucos e bons, atualmente graças a tecnologia se alastraram e permitem que todos produzam. Alguns com mais qualidade e refinamento e outros galgando os primeiros passos ou mesmo apenas se divertindo.
É errado desejar uma carreira artística? Não, mas é traiçoeiro. O mundo das artes é negro e cruel, apesar das cores e dos sorrisos, é um lugar sujo e mesquinho onde pessoas lutam por um mínimo lugar ao sol, um toque da fada da fama.
E há outras pessoas, como eu, que acham que a arte não é algo para ser encarado com tanto ódio e agonia, que produzir arte é como ver um sonho realizado. É algo libertador e não mais uma angústia para o nosso dia-a-dia, e por isso a grande maioria escolhe a opção do hobby.

E você leitor, que tipo de artista você é?

7 de janeiro de 2014

CONTAGEM REGRESSIVA


Olá Leitores,
Estamos na contagem regressiva para o aguardado lançamento do Livro Borboletas Azuis - Um Amor Além da Vida, do autor e editor da Revista Espinho D'água, Kiko Zampieri. Essa é uma edição Especial, lançada pela editora Chiado, de Portugal, sendo lançada simultaneamente em toda a Europa e no Brasil. Aproveitamos para dar os parabéns pelo aniversário do autor, realizado no último dia 05 de janeiro; esperamos que o autor mantenha esse seu invejável espírito jovem e ativo, contribuindo com sua ideias, pontos de vista e suas iniciativas vitais para a revista e todas as nossas produções artísticas, e, é claro, com sua literatura instigante e ultrarromântica.


















Kiko Zampieri, escritor e editor literário

20 de março de 2013

REVISTA ESPINHO D'ÁGUA



Há mais ou menos uns oito anos atrás, eu acordei de um sonho com um nome na cabeça: "Espinho D'água". Não sei qual a explicação para esse nome; não tem significado ou simbologia, mas admitamos, soa bem. A principio me pareceu apropriado usar esse nome para batizar um clube, Clube do Espinho D'água. Seria um clube, uma espécie quase de maçonaria de artistas, entre escritores, músicos, artistas plásticos, atores, etc.
Mudei rapidamente de ideia; achei que deveria ser o nome de uma revista. Revista Espinho D'água. Seria impressa aos milhares, com dezenas de artistas colaboradores.
Bom, deixei de lado a ideia ilusória de um tolo solitário que tinha muitos sonhos e aspirações aparentemente impossíveis de serem alcançadas.
Pois bem, todos esses anos se passaram. Batizei esse blog com esse nome. E ele nunca me saiu da cabeça. Recentemente, pelo caminho, encontrei com outros artistas extremamente proativos, que impulsionaram e transformaram aquilo que era só uma ideia em algo hoje material e real.
A Revista Espinho D'água.
Digital, bem acabada, junto com um site de mesmo nome.
Isso me fez refletir sobre outras coisas da minha vida. Tudo tem seu tempo. A revista levou mais de oito anos para se tornar algo real e palpável  naturalmente, teve seu tempo. Não era para ter sidi feita antes; hoje é o seu momento, como tudo na vida. Lutar contra a força daquilo que tem sua ordenação natural talvez seja um erro que impossibilite a própria realização daquilo que tanto se quer.
Tudo tem seu tempo
E hoje é o tempo da REVISTA ESPINHO D'ÁGUA.
Convido a todos para lerem e a opinarem, aqui, suas opiniões são muito bem-vindas, lidas, ponderadas e, na medida do possível, respondidas. ok!

Até.

7 de outubro de 2012

BORBOLETAS AZUIS




Foi lançado recentemente o livro "Borboletas Azuis - Um amor além da vida" do autor "Kiko Zampieri". Contada de maneira rica em detalhes de cenários e sentimentos de uma história ambientada em meados do século 19, a história contada do amor entre Leon e Das Dores, um amor que resiste ao tempo e transcende o transitório. Nesse livro de estreia, Kiko Zampieri defende o seu ultra-romantismo e revela um cuidado sensível na descrição de personagens, de ambientes e de fatos históricos que enriquecem a trama. Vale a pena conferir essa história nos mostra que a força de um sentimento pode vencer a força do tempo.

Para maiores, e melhores, informações, abaixo estão os contados do livro e do autor:






30 de setembro de 2012

LET'S ROCK



Deixemos de lado as frases feitas e o discurso auto-comiserativo
Deixemos para trás o passado e o seu peso
Deixemos as culpas e mágoas pra lá e saiamos ilesos
Livremo-nos das ilusões que nos cegam
Vivamos o tempo presente
Sigamos nossos própios passos e não o que nos pregam
Façamos uma coisa de cada vez
E, de vez em quando, um pouco de tempo pra pensar
Vamos viver como se deve
Sem dever ou cobrar nada a ninguém
Viver o agora e não além
Estar aqui e não aquém

Hey ho Let's go, let's move
right here e right now!!!!!!
All right fellas!!!


23 de setembro de 2012

MAZEL TOV (Conto)

"Depois de muito refletir, cheguei à conclusão do que devo fazer".
"É mesmo?".
"Tenho planos".
"Planos?".
"Sim".
"E o que pretende fazer, então?".
"Amanhã vou acordar cedo e, como nunca antes, estarei desperto, animado e esperarei o nascer do sol; receberei os primeiros raios do sol de um novo dia com a esperança, antes combalida, agora renovada. No peito haverá a certeza de que algo melhor está reservado para mim. Tudo que até então deu errado, dará certo. O sucesso vai sorrir para mim, e a felicidade estará mais próxima de se tornar real e duradoura. A tristeza de hoje, essa melancolia e essa dor no coração será amainada pela luz de um dia que servirá de prenúncio para um novo tempo; um tempo de novas possibilidades, de menos incertezas. Um tempo de mais paz de espírito. Tomarei um café da manhã reforçado, com tudo que qualquer pessoa tem direito; comerei até me fartar, sabendo que os dias em que passei fome e vivi na miséria ficaram para trás. Assim como ficará para trás toda a raiva, o rancor e todas as mágoas de tudo e de todos que, de alguma maneira, me machucaram; faz parte do plano. Sairei nas ruas, sentirei o calor, a brisa, o vento quente, estarei livre, desprendido de qualquer coisa ou sentimento que possa me prender. Ouvirei os sons que antes me ensurdeciam. Serei atento ao belo que sempre esteve ali, fulgurante aos meus olhos, mas que antes não queria, ou estava disposto a ver. O belo, o prazeroso, o agradável ao paladar e às narinas; à tudo estarei ávido e aberto. Cumprimentarei todo e qualquer estranho na rua, farei favores a desconhecidos, agradecerei a favores que ninguém me fez; distribuirei sorrisos e gestos cordiais. E direi o que penso sem me achar ingênuo ou inepto; darei opiniões e pedirei conselhos, pedirei mais uma chance e oferecerei meu ombro para o consolo de qualquer infortúnio alheio. Vou cantarolar os versos de uma música que não existe; tirarei quem cruzar meu caminho para dançar a valsa vienense. Direi que sim, existe o céu, que Deus existe, que ele nos ama e que dará uma nova vida a qualquer um queira e que se redima de tudo de errado que tenha feito até então. Direi sim aos que disseram que sou louco, insano, ridículo. Sou isso mesmo; isso e não apenas isso. Darei um basta aos sentimentos que me oprimem; me libertarei de tudo que me apequena, inclusive o medo de errar, o medo de ter medo, o medo de qualquer coisa que seja. Exercitarei ao extremo a arte do desapego. Viverei os dias que me restam da forma como acho de devo vivê-los, e não como até agora, seguindo as indicações de quem não sente o que sinto, nem sofre o que sofro. Darei eu mesmo o norte à minha vida. Escrevei poemas, declamarei salmos; erguerei monumentos à amores e causas legítimas e impossíveis. Brindarei ao nada que fui, que sou, que tenho e ao futuro que não me pertence. Farei tudo à exaustão, até o fim, até o osso, até o talo; sempre no volume máximo, sempre exibindo o coração partido à frente, sem temer o não; sem fingir indiferença, sem gaguejar, sem tropeçar nas palavras, sem trançar as pernas e sem cair de quatro. Andarei com os pés descalços, tomarei banho de chuva e perderei a vergonha na cara. De hoje em diante a toada vai ser essa, sem meio termo, meias palavras, ao sabor do vento e do destino".
"É isso?".
"Sim; o que acha?".
"Bem, só posso lhe dizer uma coisa".
"O que?".
"Mazel Tov".

8 de abril de 2012

O TEMPO, A VIDA... (ou mais de 11.690 dias)







Dizia o jingle: "O tempo passa, o tempo voa, e a poupança bamerindus continua numa boa". O tempo passa, sim, mas nem sempre voa, às vezes se arrasta, e a gente, à toa, assiste a banda passar, como na música do Chico Buarque. E nem sempre se continua numa boa, a poupança bamerindus, assim como o próprio banco, nem se quer existe mais. O tempo a tudo vence, tudo destrói, mas em certos momentos, nos ajuda a recontruir algo em nós mesmos. Aprendi com o tempo. Com a vida. Com os amigos. Com Deus. E sobretudo com as coisas erradas que fiz. E ainda aprendo, ainda quero aprender e evoluir mais, mesmo sem saber como. Mas é assim que se aprende, se sensibilizando e se apercebendo do que se passa ao redor, dos pequenos "toques" que deus nos dá. E Lá se foram 11.690 dias, e contando. O tempo não pára e a vida é breve, como já cantou Cazuza. Como não sei se virão mais onze mil, ou mil, ou apenas mais um, vou refletindo sobre esses que já vieram. Peço desculpas e paciência aos poucos que me aturaram nesse tempo. E iluminação divina para melhor viver os dias que virão... "se é que eles virão".


1 de abril de 2012

UM SOPRO 2...

Menos de uma semana depois da perda de Chico Anysio, se foi também Millôr Fernades, tão genial quanto chico. Um intelectual, humorista e cartunista que fez tanto, que melhor do que dizer coisas a respeito sobre, melhor é deixar à mostra um pouco do muito que ele fez.



Uma pequena amostra:



“Os milionários gostam de fazer mistério sobre sua fortuna, acrescentando ao goso material do que possuem a superioridade intelectual sobre os que os frequentam. Mas é muito fácil ficar milionário. Basta para isso dormir e acordar só pensando em dinheiro. Não abrir mão de qualquer possibilidade de ganhar dinheiro, mesmo que o contrário lhe dê imenso prazer. Ser frio e racional na hora de dar ou emprestar ao seu melhor amigo, parente e até irmão, cobrando os juros e as taxas exatas, embora seu coração lhe diga que desta vez você devia ser generoso. Não ter qualquer escrúoulo, em qualquer ocasião. Pensar sempre no melhor partido que você pode tirar de uma situação desastrosa em que se encontram seus companheiros de negócio. Não temer o castigo de Deus, a opinião pública, a perseguição legal. Pensar que um lucro grande é melhor do que um pequeno mas que um lucro pequeno, repetido muitas vezes, pode vir a ser melhor do que um lucro grande. Se você, em suma, usar da subserviência exata no momento em que esta for necessária, a audácia e a grocessia precisa nos momentos em que a canalhice e a violência forem os melhores caminhos, se não tiver nenhum problema de consciência, nenhuma dúvia moral, nenhuma ambição de cultura, nenhuma preocupação quanto aos outros o acharem indecente, pérfido ou criminoso, o caminho da fortuna está facilmente aberto para você, como para qualquer um”.


"Nos momentos de crise ou perigo é fundamental manter a presença de espírito, embora o ideal fosse conseguir a ausência de corpo".


"Pode ser até que haja vida inteligente em outro planeta. Neste, até agora, não se viu a menor demonstração".


"O rico, que come mais do que o pobre, inventou a boa educação para que seus iguais não vivam arrotando à mesa".


"Toda revolução fracassa por se esquecer, afinal, de que o homem tem uma suprema ambição social e política: voltar pra casa".


25 de março de 2012

UM SOPRO...

Esse sopro, que tão inesperadamente surge, e tão certa e inevitávelmente se vai. A vida. E ainda que sabida, nos pega de surpresa; ainda que precisa, causa perplexidade e reflexão.
Sobre os bons que se vão antes.

Sobre a brevidade de tudo.

Sobre o que estamos fazendo com a vida que temos.

Sobre todos os que se foram e que poderiam ter ficado por um pouco mais de tempo.


E sobre os que já deveriam ter ido, mas que continuam por aí, causando estragos!!

Ainda nos surpreende esse sopro.
Esse sopro que é a vida...

18 de março de 2012

1 FILME E 1 DISCO



Sem dúvida, se tivesse que fazer uma lista dos melhores filmes que já vi, esse figuraria entre os dez melhores. O PROFETA, lançado em 2009, francês.Conta a história de um condenado a seis anos de prisão, Malik El Djebena, de descendência árabe, é semi-analfabeto, que, ao chegar à prisão, totalmente sozinho, ele parece mais jovem e mais frágil do que os outros presos. Ele está com 19 anos. O líder dos corsos, que tem o controle da prisão, ameaça Malik em troca de "proteção". Sem opção, Malik acaba coagido a colaborar com os corsos. Malik aprende muitas coisas na prisão, e aos poucos vai arquitetando planos para se libertar dos corsos.





BORN A LION, lançado em 2002, é o primeiro disco desse trio canadense que faz um hard rock da melhor qualidade. A banda já tem alguns anos, e discos, de carreira, e vale a pena conferir toda a discografia. Rock de primeira. Não é o 7 day diet, nem sou o ewmerson Fittipaldi, mas "eu recomendo".

E... "When you shake you're booty babe you get me so hot."

11 de março de 2012

O PRIMEIRO DIA




Hoje é o primeiro dia do resto de nossas vidas!!!!!


E amanhã, ao acordar, será o primeiro dia de nossas vidas. Não se trata de esquecer, fazer de conta ou ignorar o que passou. Trata-se de admitir que os eventos passados são passados, não há, de fato, nada que se possa fazer para modificá-los. Tratemos da praticidade do que realmente é relevante: curar feridas, aparar arestas, apaziguar ânimos, desprender-se de sentimentos mesquinhos, daquilo que nos apequena e nos impede de ver além, de evoluir, de melhorar, e de amadurecer, e se não o fizermos, apodreceremos.



Hoje é o primeiro dia do resto de nossas vidas!!!!


Com a vantagem de não ser o último, se Deus assim o quiser, e de não sermos os mesmos que cometeram os erros passados. Como dissera Nietzsche: "Não se entra duas vezes no mesmo rio"; o rio não será mais o mesmo, nem nós. Oremos a Deus, apelemos ao nosso superego, e convecemo-nos de que somos capazes de nos perdoar do mal que fizemos, dos erros que cometemos, do que deveríamos ter feito e não fizemos e estabelessamos como regra a retidão, a coerência e a sincera tentativa de acertar, de fazer o que for mais correto, justo e sincero.



Creio sim, que ainda somos crianças!!!


Ainda estamos aprendendo a viver!!!!



E não se esqueçam:


"Today is the first day of the rest of uor lives"


20 de novembro de 2011

A NOITE

Quando você sai à noite
Você sai de si
E quando você sai de si
Você cai na noite

Você não é mais você
Você é o escurecer
À escuridão você se entrega
À escuridão que te sega

A noite é o seu escuro
A noite é o seu muro
A noite é o seu escudo
A noite é o seu seguro

14 de agosto de 2011

O QUERER

Queremos sempre mais, ainda mais quando nada temos. Queremos saber o que realmente queremos. Queremos, sobretudo, o direito de poder querer, mesmo que esse querer seja apenas um quê de alguma coisa qualquer. Mas qualquer coisa é melhor do que coisa nenhuma.
Sim, queremos; queremos, não porque queremos querer, mas porque necessitamos querer, consciente ou inconscientemente, por instinto, ou indistintamente, queremos. Queremos e não negamos, pelo contrário, reafirmamos que não nos conformamos em apenas querer sem poder ter o que tanto desejamos.
Mas, sejamos francos, sabemos que nem sempre o que sempre queremos, ou sonhamos, nós não podemos, ou poderemos, ter; é claro que isso não nos impede de pedir permissão à nossa razão para, de coração, querê-lo. Então, libertemo-nos daquilo que possa, por ventura, nos vetar o direito de sonhar, de querer, de desejar, de sermos, ainda que ermos, nós mesmos.
Nós até podemos querer o que eles também querem ter, mas eles jamais terão o que nós já temos. Nós apenas desprezamos os que não se prezam, os que querem apenas ter, sem saber que é impossível ter alguma coisa sem antes ser alguém. E para ser alguém é preciso somar-se a muitos outros “alguéns”, para formar mais uma nova alma, mais calma, que caiba na palma da mão de uma outra alma.
Temos muita pressa em querer todas essas coisas e temos poucas chances ao nosso alcance, por isso esse querer é angustiante, pois a qualquer instante, pode suceder um lance que nos permita, na bendita hora, ter a glória de conquistar a vitória e mudar essa história, até agora, tão mal contada por aqueles que não sabem de nada.
Queremos. E não cansamos de repetir, pois resistir é o que podemos fazer, e mesmo não podendo, nós fazemos o que podemos para não sermos podados, riscados do mapa, como se faz quando alguém mata um outro alguém como se esse alguém não fosse ninguém. Nós resistiremos, pois queremos mais do que essa esperança que se afiança num futuro, por hora escuro, ou num passado que ficou pra trás, nos deixando esse presente que por agora jaz.
Não diremos o que querem ouvir, mas ouviremos o que não nos querem dizer. Se não nos entendem, não há com que se preocupar, mal haverá se não quiserem nos entender. O entendimento vem do querer, o respeito vem do direito de se ter no peito a intenção de não fazer nada de errado.
Pode demorar o tempo que for, não se preocupe, mas se ocupe, porque nós esperaremos, mas não sentados. Estaremos acelerando esse processo de progresso entre o que todos nós queremos e o que apenas uns poucos podem ter. Teremos o que sempre quisemos ter, teremos amor, teremos tempo, teremos temperança, teremos igualdade de direitos e de deveres, teremos consciência e compaixão, teremos o sal da terra e a panacéia para todos os males que nós mesmos criamos. Teremos tudo isso, quando isso tudo deixar de ser um simples querer.

15 de maio de 2011

É PORQUE ELE QUER. E POR QUE ELE QUER?



A coisa toda é bem simples, embora a gente goste de complicá-la sempre.
Tudo que acontece, ou deixa de acontecer, na vida, só acontece por vontade, ou consentimento de Deus. Simples assim.
Que me desculpem os céticos, agnósticos e ateus (também já fiz parte desse clube, por um período não muito curto de tempo e sei como é ser um total descrente de tudo, até da própria vida), mas a vida, para este que vos escreve, seria impraticável, e a vida talvez seja isso mesmo, uma prática diária, de segundo por segundo, sem a crença em algo maior que tudo e todos, algo divino, que nos norteie e seja a justa medida do bom e da própria justiça. Vivemos praticando a própria vida, tentando sempre acertar, dizer a coisa certa, fazer a coisa certa, encontrar a pessoa certa e torcer para que a pessoa que você ache certa também ache que você é a pessoa certa para ela. Quase sempre a gente erra, e mesmo que digam que de boas intenções o inferno está cheio, ainda assim sigo acreditando que o importante são as intenções sim. As boas e as más.
E porque Deus quer que as coisas sejam como são? Bem, ouvi certa vez um pastor evangélico, e não gosto de ouvi-los, diga-se de passagem, nem a eles nem a padres, ou qualquer tipo líder ou mentor religioso, de qualquer religião; mas este pastor disse algo que pareceu fazer o maior sentido, além de também parecer uma grande obviedade. Ele disse que, se soubéssemos porque Deus faz o que faz, ou deixa de fazer, ou permite que aconteça tudo que acontece, então nós seríamos Deus. Apenas Ele sabe o que faz, e porque faz o que faz.
Eu acreditava Nele, em deus. Deixei de crer, e voltei a crer depois que ele falou comigo. Ele falou comigo naquele dia, e em todos os outros desde então. Não é uma voz que escuto, pois não é por meio da fonética que ele fala comigo; se eu escutasse uma voz no meu ouvido, dizendo e sussurrando coisas, eu não teria dúvidas que estaria sofrendo de esquizofrenia.
Deus fala conosco nas pequenas coisas que nos acontecem no cotidiano; em acontecimentos aparentemente insignificantes ou que até, na maioria das vezes, passam despercebidas aos nossos olhos já condicionados a não vislumbrar mais o “novo”. É precisar treinar a percepção e, principalmente, a interpretação de tudo que nos sucede durante o dia, e tentar entender o que Deus quer nos dizer. Isso já não é tão simples assim, mas aí já são outros 499.

25 de dezembro de 2010

O QUE REALMENTE IMPORTA SABER

O importante é saber se a alma não se enlameou.
O importante é saber se a alma não se contaminou
com esse ódio imensurável e inconseqüente.
O importante é saber se a alma da gente ainda é da gente.

O importante é saber se a alma sobreviverá.
Saber se esse bruto espírito ainda olha para si próprio.
Saber se ela está pronta para o que ainda virá.
O importante é saber se alma deixará para si algum espólio.

O importante é saber se a alma ainda se emociona diante do belo.
O importante é saber se essa essência não é mais só o farelo
de algo que não pode mais se recompor ou ser substituído.
O importante é saber se a alma, à tudo isso, tem sobrevivido.

É importante ver dentro de si o que ninguém consegue ver por fora.
O que não é carne, nem nervo, nem osso, nem algum tipo de fluido.
Aquele que é o bem mais precioso e que à custo e aos poucos se aflora.
Aquele que é o único império que não podemos deixar ser destruído.

E à despeito do que os vermes possam achar óbvio,
a alma de cada pessoa não é apenas um divino óbolo.