3 de abril de 2010

24 de março de 2010

AMOR III

Olhos semicerrados, gemidos desejosos

Suspiros dobrados, dúvidas insolúveis

anseios, angústias

prazeres efêmeros

sonhos reais, realidade onírica

saudade imortal e distúrbios morais

6 de março de 2010

AMOR I

Amor em tempos de crise

com oscilações financeiras e gestos filantrópicos

Amor em tempos de ódio

com atentados assassinos e suicídios silenciosos

Amor em tempos de dor

com divisões e fronteiras, lágrimas e desilusões

Amor em tempos de ignorância

com indistintos destinos e chacinas analfabetas

Amor em tempos de destemperança

com intolerância, terror e sonhos interrompidos

Amor em tempos de indolência

com alheamento e frieza, beijos e sorrisos falsos

Amor em tempos platônicos

com distância e silêncio, sufocamento e angústia

Amor em tempos de exceção

com armas, duras palavras e sobrancelhas eriçadas

20 de fevereiro de 2010

O SEMINARISTA E A ROSA DO POVO

O SEMINARISTA





Novo romance de um dos maiores escritores brasileiros, o Rubem Fonseca, o livro O Seminarista, é um romance policial rápido de se ler e delicioso de se apreciar. Muito bom ver que o tempo só melhora e torna mais apurada a qualidade literária de um gênio com este.


A ROSA DO POVO



Esse livro é, possivelmente, o melhor livro de poesia que li. É simplesmente lindo e toca sensivelmente na alma de quem busca por si mesmo, por sua real personalidade. Muito lirismo e versos precisos do poeta indestrutível.

Recomendo essas duas obras tão distintas, de autores tão talentosos.

25 de janeiro de 2010

A ÚLTIMA VEZ

Quando foi a última vez que você tomou banho de chuva?

Quando foi a última vez que você andou descalço na rua?

Quando foi a última vez que você fez o que quis e não o que disseram que tinha que fazer?

Quando foi a última vez que você se masturbou sem sentir-se vazio após o orgasmo?

Quando foi a última vez que você cedeu o seu lugar para alguém que achou precisar mais do que você?

Quando foi a última vez que você sonhou acordado?

Quando foi a última vez que se viu obrigado a mentir por achar que a verdade machucaria alguém?

Quando foi a última vez que você disse “se deus quiser!”?

Qual foi a última vez que você rezou?

Qual foi a última vez que você amou de verdade?

Qual foi a última vez que você desejou que algo de ruim acontecesse com alguém de quem você não gosta?

Qual foi a última vez que você disse “eu te amo” sem achar que não estava sendo realmente sincero?

Qual foi a última vez que você se lambuzou comendo manga?

Qual foi a última vez que você acordou desejando ser outra pessoa?

Qual foi a última vez que você quis permanecer deitado um pouco mais antes de quer que levantar para trabalhar?

Qual foi a última vez que você, antes de cair no sono, se perguntou o que estava fazendo nesse mundo?

Qual foi a última vez que você perdeu a fé?

Qual foi a última vez que você cantarolou um canção qualquer em voz alta?

Qual foi a última vez que você andou sem rumo, perdido?

Qual foi a última vez que você disse “essa é a última vez”

Qual foi a última vez que você achou que iria morrer?

Qual foi a última vez que você achou ter encontrado o amor da sua vida, mas era engano?

Qual foi a sua última vez?

20 de janeiro de 2010

ANDAR CONMIGO

(Julieta Venegas)

Hay tanto que quiero contarte
hay tanto que quiero saber de ti,
ya podemos empezar poco a poco
cuéntame que te trae por aquí.

No te asustes de decirme la verdad
eso nunca puede estar así tan mal
yo también tengo secretos para darte
y que sepas que no me sirven mas.

Hay tantos caminos por andar...

Dime si tú quisieras andar conmigo oh, oh, oh...
Cuéntame si quisieras andar conmigo oh, oh, oh...

Estoy ansiosa por soltarlo todo
desde el principio hasta llegar al día de hoy;
una historia tengo aquí para entregarte,
una historia todavía sin final

Podríamos decirnos cualquier cosa
incluso darnos para siempre un siempre no,
pero ahora frente a frente aquí sentados
festejemos que la vida nos cruzo
Hay tantos caminos por andar...

Dime si tú quisieras andar conmigo oh, oh, oh...
Cuéntame si quisieras andar conmigo oh, oh, oh...

Si quisieras andar conmigo...

16 de janeiro de 2010

SONHOS

Digam-me, o que fazemos com os sonhos que não se realizam?

Sonhos irrealizados não somem, não se desfazem, se esfumaçam ou evaporam. Alguns sonhos se despedaçam, mas seus pedaços continuam presentes na atmosfera da memória, com seus estilhaços fincados na alma da infeliz criatura.

O que fazemos com esses sonhos?

Existem algumas medidas paleativas, algumas ações, atitudes e movimentos que fazemos para conter o impacto destrutivo de um sonho que não se realizou. uma dessas medidas é o adiamento. Adiamos os sonhos; nos convencemos que num futuro não muito distante, estes sonhos se farão presente.

mas chega um ponto em que não seguramos mais as pontas, o sonho empedra, nos desapontamos, e o que era esperança se transforma num vazio sem som. E o sonho vira um tótem gigante, uma esfinge que nos encara e pergunta: "o que fazer agora?".

E então, o que fazemos com os sonhos que não se realizam?

O que fazemos com esses sonhos cheios de som e fúria? O que fazemos com esses sonhos de eterna juventude e amor pra toda vida? O que fazemos com esses sonhos de mar de rosas? O que fazemos com esses sonhos de uma noite de verão shekespereana? O que fazemos com esses sonhos paradisíacos de virgens amorosas que esperam por seus homens-bomba? O que fazemos com esses sonhos de milagres de crescimento econômico do país do futuro? O que fazemos com esses sonhos que entopem armários e consciências?

O que fazemos com os sonhos que não se realizam?

Digam-me

9 de janeiro de 2010

2010

Mais um ano que se inicia, já parecendo meio passado
Ano de copa, de eleições e todo tipo de coisas que parecem não nos dizer respeito
Espera-se, deseja-se e até vaticinam coisas boas
Porque as coisas ruins parece que já são sabidas e esperadas
Que esse ano novo seja novo em tudo:
Nas intenções honestas e possíveis
Nas atitudes sensatas e comedidas
Na proposta de se arrumar o que está errado
e manter no prumo que já estava se ajeitando

Que esse ano, mais do que novo,
que ele seja bom e próspero para todos

11 de dezembro de 2009

TRISTEZA? MELANCOLIA?

Às vezes, a gente parece que procura motivos, e eles sempre existem, para ficarmos, ou permanecermos, num constante estado de melancolia (os médicos psicólogos e psiquiátricos classificam esse estado de melancolia mesmo; depressão é tratada como doença e não apenas como estado de espírito momentâneo ou somente psíquico), onde as coisas parecem não fazer sentido, como se nada de novo, de bom e útil acontecesse conosco; enfim, a eterna sensação de pasmaceira, de ansiedade e espera, ou esperança de que algo irá, deverá, poderá e terá que acontecer em nossas vidas para alterar de alguma forma nosso cotidiano tão sem-graça.

E vamos, pouco a pouco, nos enchendo de um vazio que não é preenchido mais facilmente, num desconfortável acomodamento e num estado de desesperança e de vitimização no atual estado das coisas.


Acho que, de certa forma, essa é uma forma de escapismo; se pôr na condição de vítima, de inocente, de perseguido pela vida e por seus acontecimentos. Na realidade, cruéis somos nós conosco; é mais cômodo talvez reclamar do que nos acontece do que aquilo que fazemos para que nos aconteça o que nos acomete. Pensei nisso quando andava pelas ruas e vi um homem parado, fumando, e presa à sua cintura havia uma sonda, já com um pouco de líquido amarelo. Pensei nas coisas da minha vida, nas coisas e sentimentos ruins, nesse meu vazio, nesse meu desamor, nessa minha dolorosa solidão, e pensei que, se além de tudo, eu ainda tivesse que usar um troço daquele na minha cintura, sugando minha urina, ou se eu não tivesse parte do meu corpo, se fosse cego, ou paraplégico, ou qualquer outro tipo de deficiência ou infortúnio que deus, vez por outra, por seus misteriosos e insondáveis motivos nos impõe.



Nessas horas a gente se sente até mal por ver que nossos problemas são menores do que os vemos. É claro que todos temos o direito de nos sentirmos mal, tristes e melancólicos. Se temos o direito de sermos felizes, também temos o direito de nos resguardar na dor e na amargura que nos toma o coração em certos momentos da vida.


Detesto quem diz que temos de ser alegres só porque existem pessoas em situações piores e continuam alegres e felizes. Sinceramente, o que os outros sentem não me interessa, assim como, já percebi, não interessa aos outros o meu sofrimento; pelo contrário, cada vez mais as pessoas estão se fechando em seus mundinhos egoístas e pouco se importando com o mundo ao redor.


Mas, sempre é bom ver o mundo com um olhar mais amplo, vendo o todo, assim, quem sabe, às vezes, a gente possa relativizar as coisas que parecem tão ruins.

É possível rir de tudo, inclusive, e principalmente, das nossas próprias agruras.







8 de dezembro de 2009

O CAMINHO

Existe um caminho pelo qual seguimos sem saber que o seguimos.
Um caminho que muitas vezes é feito por nossos próprios passos.
Outras vezes seguimos indicações alheias, e é nessas horas que, quase sempre, nos perdemos.
O caminho é longo, achamos que não chegaremos ao fim, sem suspeitarmos que esse caminho, de fato, não tem fim. Ele não acaba, nós é que acabamos, morremos, enquanto o caminho continua sendo seguido por outros.
Às vezes, o caminho se desdobra em outros caminhos, cada qual podendo nos levar a lugares inesperados, ou velhos conhecidos, onde rememoramos doces lembranças ou amargos e dolorosos sentimentos.
Os caminhos, trilhas.
Procuramos atalhos; queremos cortar caminho.
Caminhos tortuosos, cheios de espinhos.
Caminhos onde caminhamos de mãos dadas, ou sozinhos.
Passamos por nosso passado, tentando a cada instante refazer nosso possível futuro.
E seguimos em frente, mesmo cansados, mesmo com a relutancia de quem quer desistir.
Mesmo sem saber aonde vamos, e se vamos chegar.
O destino do homem é caminhar.
Caminhar pelo caminho.
O caminho do nosso próprio destino.

13 de setembro de 2009

CORAÇÕES


Corações ingênuos, plenos de ignorância
Corações de meninos, que sempre revivem a infância

Corações que se multiplicam
Corações como os das mães, onde sempre cabe mais um


Corações invisíveis
Que se mostram apenas aos olhos mais atentos
Corações que não escondem os seus sentimentos

Corações que são acertados
Por flechas que os deixam apaixonados

Corações que andam juntos pelos mesmos caminhos


Corações fraternos, que, muitas vezes, compartilham até mesmo aquilo que não têm

Corações envenenados
Amargurados, maquiavélicos


Corações feridos, empedernidos


Corações decepcionados, partidos e desiludidos
Corações
In Core!

23 de agosto de 2009

LUGARES DENTRO DE NÓS

Há lugares dentro de nós. Todos os lugares dentro de nós. Existem cavernas escuras, frias e obscuras onde nosso monstros interiores hibernam, esperando o momento de serem atiçados e sua bestialidade vir à tona. Existem palácios suntuosos onde nosso desejos luxuriosos se refestelam, sabendo-se inconscientemente inalcançáveis. Existem casas simples e humildes onde habitualmente passamos a maior parte do tempo e que, na maioria das vezes, as desprezamos por acharmos que merecemos coisa melhor. Existem templos onde vez por outra entramos para, quase sempre pedir, algumas vezes perguntar e quase nunca para agradecer ao nosso Deus. Existem fortalezas, frágeis fortalezas, onde guardamos nossos mais íntimos segredos. Existem cruéis masmorras que aprisionam nassas libidinosas perversões sexuais, desvios de caráter e tentadoras vontades criminosas. Existem cabanas de sapé em ilhas desertas onde ficamos abandonados quando nos sentimos sós. Existem aqueles lugares onde ficamos por um tempo para pensar; outros em que nos sentimos inquilinos; lugares esquecidos, onde lembranças e sentimentos mofam. Existem clubes de jogos e diversões para ocasiões alegres onde disfarçamos nossa apatia. Existem casas, apartamentos, pensões, hotéis, barracos e castelos. E existem também lugares onde ficamos desabrigados, sem alento, com aquela dolorosa sensação de abandono e medo. Existem todos os lugares dentro de nós e procuramos sempre abrigo na casa alheia, nos esquecendo que a nossa morada pode e deve ser a melhor de todas.

9 de agosto de 2009

GLOBALIZAÇÃO


No início da carreira, a cantora colombiana Shakira era assim:



Era morena, com cabelo enrolado, simples; usava calça jeans, camisa xadrez e suspensório, empunhando um violão folk. Não era tão bonita assim, era até meio feinha. E foi desse jeito, cantando músicas simples e remixadas, que ela vendeu mais de um milhão de cópias no Brasil.

Mas aí, ela achou, ou acharam por ela, que devia ser dado um passo maior, rumo à um mercado mundial, e quando se fala em mercado mundial obviamente se está falando de Estado unidos.
Desde então ela foi mudando.



Mudando.


E mudou para o que hoje ela se tornou. Loira, de cabelos lisos, cantando em inglês, com produtores e letristas norte-americanos e atuando seminua e com coreografias sensuais, quase eróticas, em video-clipes super produzidos e dispendiosos.



E a globalização é isso, é a transformação, a transfiguração daquilo que originalmente é de um jeito e torna-se algo que se encaixe num padrão que pode ser aceito e integrado ao que já está estabelecido e deformado. Para muitos, ela progrediu, saiu de Barraquilla e ganhou o mundo, tornou-se uma estrela mundial, milionária e reconhecida.














De fato, Shakira cresceu, ganhou o mundo, ganhou dinheiro, fama e notoriedade. Mas ela teve que deixar de ser quem era física e artisticamente, e só assim ela conseguiu alcançar um lugar no fechado mercado americano. Ela se adaptou ao que eles queriam.
E qualquer um pode conseguir, desde que seja o que eles querem que seja, que faça o que eles querem se seja feito e que agradeça à oportunidade que lhe foi dada.



Cabe, então, a cada um achar se vale ou não a pena essa troca, essa transfiguração em busca de uma recompensa tentadora e talvez efêmera.



Será que talvez não fosse melhor, continuar sendo original e acrescentar esse tom pessoal e único ao todo, tornando-o mais interessante e diversificado, do que apenas se tornar mais um, igual a tantos outros, fazendo a mesma coisa, em troca das mesmas coisas, sem fazer história? Sem fazer a sua própria história?

8 de agosto de 2009

VOCÊ ESTÁ SÓ

Você está só
No fim das contas
No fim da noite
No final da lista

Você está só
No fim do túnel
No frigir dos ovos
Na calada da noite

Você está só
No fim de tarde frio e chuvoso
No início de mais um dia
Na longa caminhada

Você está só
No meio do caminho
No refrão da música
No pedido de socorro

Você está só
Na hora H
No dia D
No X da questão

Você está só
No fogo cruzado
Na ilha deserta
No meio da multidão

Você está só
Na encruzilhada
Na prece agoniada
No silêncio da madrugada

Você está só
Na hora marcada
No lugar errado
Na vida sem sentido

Você está só
No nascimento
Na morte
No meio do nada

Você está só
No choro incontido
Na perda de algo valioso
Na consciência de tudo

Você está só
Na hora da verdade
Na mentira descarada
Na hora em que tudo é nada

Você está só
Quando faz planos
Quando se desengana
Quando ama

Você está só
Quando mente
Quando não se lembra
Quando se perde

Você está só
No fim do dia
No fim do filme
Do fechar das cortinas

Você está só
agora

2 de agosto de 2009

AS ÚLTIMAS (E PENÚLTIMAS)

  • A gripe suína está adiano aulas e planos.
  • Um tufo queimado do cabelo do Michael Jackson vai virar diamante
  • Recordes mundiais estão sendo quebrados nas piscinas e nos cofres públicos
  • Senadores estão passando um pano uns para os outros
  • Os reality shows estão dando show de mediocridade humana
  • Os aviões estão caíndo com mais frequência e nunca se vendeu tanto carro
  • O enem ainda vai ser mais importante que a fuvest
  • Os heterossexuais ainda serão uma espécie em extinção
  • O humor ainda é a melhor saída para suportar o mundo em que vivemos
  • O presidente tá viajando em aviões e na maionese
  • E o vice não sabe se vai ou se fica
  • Eu ainda estou procurando
  • Elas ainda estão se escondendo
  • Domingo ainda é um dia melancólico
  • O capitalismo ainda é um sistema diabólico
  • As mulheres traídas são sempre maquiavélicas
  • E cada vez é maior o número de igrejas evangélicas
  • O Ronaldo (brilha muito no corinthians!) operou a mão e fez lipoaspiração
  • O dia das mães já passou, vem vindo o dos pais e por último o das crianças
  • O velhos, feios e pobres não tem dia para comemorar
  • Tem gente dizendo que já perdeu as esperanças
  • E gente nascendo todo dia, toda hora; agora mesmo estão nascendo
  • Eu continuo sem saber como
  • Eu continuo sem saber
  • Eu continuo sem
  • Eu continuo
  • Eu ainda continuo

21 de julho de 2009

Amigos de verdade a gente sempre quer ter ao nosso lado.
Amigos de verdade não mentem. Amigos de verdade são raros.
Amigos de verdade sentem mas não se ressentem.
Amigos de verdade dizem o que pensam mas não pensam em nos dizer aquilo que possa nos magoar.
Amigos de verdade não se pode deixar que se desperdicem.
Amigos de verdade não são heróis mas podem nos salvar.
Amigos de verdade são reais mas é como se não existissem.

12 de julho de 2009

13 DE JULHO


13 DE JULHO É O DIA MUNDIAL DO ROCK



Rock, essa coisa que eu não sei explicar direito o que é. Pra mim, que costumo dizer que não sou roqueiro, que apenas ouço e gosto, o rock é um som, um estilo de viver e de ver o mundo, é algo que me agrada, me satisfaz equanto escuto, e só. E não precisa ser mais do que isso pra mim.



O rock é uma música negra, de origem e qualidade black, que foi perseguida e pixada quando surgiu e que até hoje ainda se ouve falar em fim do rock ou em bandas que vão salvar o rock, como se ele precisasse ser salvo.



Rock, tão jovem, ingênuo e falsamente agressivo, como os que o ouvem. Rock não é, para mim, algo sobre o qual se deva dizer muita coisa; rock é para se ouvir, curtir e viajar nos riffs de guitarra, nas viradas de bateria, nas linhas de contrabaixo e na sonoridade dos vários timbres de voz e as letras cantadas, algumas boas outras nem tanto. Rock é música e música, pra mim, é vida!



FELIZ DIA MUNDIAL DO ROCK!!

9 de julho de 2009



Gente nasce, gente morre todos os dias, mas a morte de uns parece ser mais digna de atenção do que a morte de outros ou o nascimento de muitos. Nascer e morrer são processos naturais e irreversíveis, por mesmo, a morte e o nascimento são menos importantes, de certa forma, do que a forma como vivemos e como morremos. O nascimento é um parto, a morte é uma partida. Muitos vivem pensando na morte e em como querem morrer, e nisso desperdiçam a vida que possuem, já outros morrem com uma sensação de que poderiam ter aproveitado mais e melhor a vida vivida. Somos, afinal, o que fizemos e o que deixamos feito, ou por fazer. Nosso legado fala mais alto e tem mais importância, depois que partimos, do que até mesmo quem fomos de verdade. Quer seja o Michael Jackson ou Zé Ninguém. Cada um de nós tem uma herança que irá deixar; e essa herança é a história, a nossa própria história, que escrevemos diariamente, com aquilo que fazemos ou deixamos de fazer, com quem nos relacionamos ou evitamos nos relacionar, com o que dizemos ou com nosso silêncio. Enfim, no final, o que resta, o que fica e o que será lembrado é a nossa real essência, seja ela boa ou ruim.

7 de junho de 2009

SEGUIR EM FRENTE É PRECISO
SEGUIR E SER QUEM SE É
É PRECISO E NECESSÁRIO
SE POSSÍVEL, EXIBINDO UM SORRISO
MAS SE NÃO DER,
QUE SEJA SÉRIO E RESIGNADO
MAS SEMPRE SEGUINDO
DOENDO MAS RESISTINDO
PERDENDO MAS INSISTINDO
INFELIZ MAS VIVO
POIS É PRECISO, PRECISO
E NECESSÁRIO
SEGUIR EM FRENTE
MANTENDO A FÉ
SE POSSÍVEL CONTENTE
MAS SE NÃO DER,
QUE SEJA TRISTE E HONESTO
CONSIGO MESMO E COM TODO RESTO


É PRECISO CONTINUAR
MESMO QUE NÃO SE CHEGUE A NENHUM LUGAR
O QUE NÃO SE DEVE É PARAR
VIDA É MOVIMENTO
VIDA É ESSE MOMENTO
SEJA ELE BOM OU RUIM
ELE SÓ NÃO PODE SER O FIM
E O FIM, ACASO VENHA,
QUE SEJA UM RECOMEÇO
PARA ALGO MELHOR QUE VALHA A PENA
PARA ALGO ADIANTE
PARA UM FUTURO RECONFORTANTE
OU SE NÃO, QUE PELO MENOS
ELE SEJA MAIS AMENO
DO QUE O QUE HOJE AÍ ESTÁ
POR ISSO SE DEVE CONTINUAR
POR ISSO NÃO SE PODE PENSAR EM PARAR