3 de março de 2007
AMÉM
Se seus sonhos fracassaram e a pouca fé
É só mais um motivo para você sofrer.
Se a dor de perder o amor da sua mulher
e ver a filha recém nascida morrer o corroer,
Dobre os joelhos e diga “Aleluia”
Feche os olhos e diga “Amém”
Se há monstros o perseguindo,
Se há vozes soprando em seu ouvido,
Se o corpo não está mais resistindo
E se tudo está completamente perdido,
Feche os olhos e diga “Amém”
É tudo uma questão de ponto de vista!
28 de fevereiro de 2007
AS INSTITUIÇÕES BRAZILEIRAS

Observando o comportamento, e o movimento, das instituições desse país, é possível se constatar que:
1. O governo, não importa se de direita, centro ou esquerda, sempre se mantém à direita do povo e à esquerda da imprensa.
2. A imprensa, mais especificamente o jornalismo, sempre se mantém à esquerda do governo e à direita do povo.
3. O povo é mantido sempre à esquerda do governo e da imprensa, e por causa disso acaba se mantendo à direita de si mesmo.
4. E algumas pessoa do povo são marginalizadas a tal ponto de não conseguirem nem mesmo serem aceitas pela esquerda, tornam-se renegados e tomam o caminho do crime para tentar usufruir daquilo que só quem está na extrema direita usufrui.
E aquém a todas essas variações geopolíticas, sociais, históricas e econômicas da composição institucional brasileira estão as multinacionais, mantendo sempre os mesmos níveis de lucro, exploração e manipulação do país e da situação em que ele se encontra. São as únicas instituições realmente sólidas, que planejam, projetam, fazem estimativas e executam sua ações mercadológicas, marqueteiras, caras e ilusórias. Vendem de tudo, sobretudo idéias volúveis, fugazes e medíocres. Vendem o que você deve ser, ter e querer. E, por mais absurdo que possa parecer, a maioria das pessoas acaba comprando essas idéias e os bens materiais que elas representam.
Diante desse quadro, sempre parece haver a necessidade de escolha. Chega a ser uma imposição. É preciso escolher um lado, uma idéia, um partido, um conceito, uma cor, uma causa e sua provável conseqüência, uma religião, um rótulo, uma tribo, uma turma, uma gangue, uma verdade (mentira), um projeto de vida.
Será que não se pode escolher não escolher?
Será que a democracia se resume a essas obrigações?
Será que a liberdade ocidental só pode ser desfrutada sob essas grades?
Eu não quero escolher nada, nem ninguém. Não quero ser obrigado, por nenhum motivo, a fazer parte de nada, de nenhum movimento ou estagnação. Acho que a espontaneidade é que deve dirigir as nossas ações; devemos fazer o que nos sentimos obrigados a fazer, não o que os outros nos querem obrigar, por quaisquer motivos.
24 de fevereiro de 2007
BALA PERDIDA
da briga entre João e Pedro Bento
por causa de Maria, moça bonita,
foi se encontrar bem lá dentro
das entranhas de um homem
cujo biografia era desconhecida.
A bala perdida encontrou um abdome,
João e Pedro Bento perderam Maria,
Maria acabou sozinha e sem ninguém;
E o homem baleado perdeu o trem e a vida
20 de fevereiro de 2007
A VITÓRIA DE VICTOR

Foi finalmente aprovada na França a extinção da pena de morte. E ao mesmo tempo foi prestada uma homenagem a Victor Hugo, um dos maiores defensores da vida e da extinção da pena de morte. O autor de Os Miseráveis, enfim venceu; demorou, mas sua verdade prevaleceu. E o seu esforço foi grande, a ponto dele escrever um livro só para defender sua idéia; o livro chama-se O Último Dia de Um Condenado, onde o escritor narra as últimas seis semanas de vida de um condenado à morte, desde a sua saída do tribunal onde foi condenado até o cadafalso. Na época (estamos falando de 1829) a obra causou polêmica, mas hoje, 178 anos depois, ele provou estar certo. Mesmo sendo muitas vezes acusado de ingênuo por sua vontade de ‘reparar’ as injustiças sociais do seu tempo. Indiscutível era sua talentosa capacidade de traduzir as fragilidades, vicissitudes e riquezas da condição humana.
Transcrevo abaixo um trecho do prefácio da edição de 1832:
…………………………………………………………………………………….
[Os que julgam e condenam dizem que a pena de morte é necessária. Primeiro porque é importante subtrair da comunidade social um membro que já a lesou e poderia lesá-la novamente. Se se tratasse apenas disso, a prisão perpétua bastaria. Para que a morte? Objetarão que se pode escapar de uma prisão. Façam melhor a sentinela. Se não acreditam na solidez das grades de ferros, como ousam ter zoológicos?
Nada de carrasco onde basta o carcereiro.
Mas, retorquirão, é preciso que a sociedade se vingue, que a sociedade puna. Nem uma coisa nem outra. Se vingar é próprio do indivíduo, punir é de Deus.
A sociedade está entre os dois, o castigo está acima dela, e a vingança, abaixo. Nada de tão grande ou de tão pequeno lhe convém. Ela não deve “punir para se vingar”; ela deve corrigir para melhorar. Transformem dessa maneira a fórmula dos criminalistas, nós a compreenderemos e a ela aderiremos.
Resta a terceira e última razão, a teoria do exemplo. É preciso dar o exemplo! É preciso assustar por meio do espetáculo do fim reservado aos criminosos, os que seriam tentados a imitá-los.
……………………………………………………………………………………..
Das duas uma:
Ou o homem que os senhores castigam não tem família, parentes, vínculo nesse mundo. E nesse caso não recebeu nem educação, nem instrução, nem cuidados para seu espírito ou para seu coração; e então com que direitos os senhores matam esse órfão miserável? Os senhores o punem pelo fator de ter em sua infância pelo solo sem estirpe e sem tutor? Os senhores lhe imputam por antecipação o isolamento em que o deixaram! De sua infelicidade os senhores fazem um crime! Ninguém o ensinou a saber o que estava fazendo. Esse homem ignora. A culpa está no seu destino, não nele. Os senhores castigam um inocente.
Ou esse homem tem uma família; e então acham que o golpe com o qual o degolam fere apenas a ele?, seu pai, sua mãe, seus filhos não sangrarão também? Não. Matando-o, os senhores decapitam toda a família. E aqui mais uma vez castigam inocentes.
Canhestra e cega penalidade que, não importando de que lado se vira, castiga um inocente!]
Seria bom se nós fizéssemos uma análise de consciência nacional. Se um país intelectualmente desenvolvido como a França levou mais de duzentos anos para extinguir a pena de morte, não significa que nós, ao cogitarmos institucionalizá-la, não estaríamos cometendo um terrível ato de involução que nos tomaria séculos de tempo e vidas preciosas para nosso progresso como nação?
Fica a pergunta
E a homenagem à vitória de Victor
16 de fevereiro de 2007
ESQUECIDOS
Os livros estão escritos em outro idioma
A luz não ilumina mais esse abismo profundo
A flâmula que se ostenta é a da vergonha
Tudo parece menos feio visto de longe
Toda canção soa distante aos ouvidos
Não é mais sabido onde a paz se esconde
Já são todos apenas rostos desconhecidos
Esquecidos, abandonados e indesejados
Um continente de miseráveis e heróis
Um contingente de guerreiros subjugados
Uma nação dividida, uma ferida que dói
Mas eis que se aproxima o tempo da mudança
Quando todos conhecerão, ainda que pela dor,
O poder, ou a conseqüência, da destemperança
De quem nunca reagiu, de quem sempre se calou
E quando esse novo tempo chegar, talvez será
Tarde demais para muitos dos que hoje exploram,
Julgam e condenam, porém, a sua hora chegará
E quando, de joelhos, pedirem clemência, não a terão
Não se trata apenas de vingança, não é esse o caso
A questão é outra, bem mais poderosa e legítima.
Pelo que se tem lutado, o que tanto tem sido rogado
Não é a esmola, a migalha, o resto, mas sim a justiça.
12 de fevereiro de 2007
O que resta
Talvez seja apenas uma sensação, uma mera impressão.
Talvez.
7 de fevereiro de 2007
Carnaval, carnaval...
É, já começou o carnaval.
2 de fevereiro de 2007
Eu Sou 300

"Eu Sou 300", novo álbum solo de Sérgio Britto, vocalista e tecladista dos Titãs, é muito bom, como eu esperava. Sou muito fã dos Titãs e de todos os trabalhos solos realizados por cada um deles. Nesse álbum, Sérgio continua marcando presença na música pop, com forte traço rock 'n roll e muitas pitadas de brasilidade, como ele disse que queria o disco. Como sempre uma das melhores coisas são as letras das músicas, letras essas que me me fizeram tornar fã incondicional dos Titãs e de cada um dos integrantes da banda. Belíssimas canções e mensagens. algumas músicas são poesia pura; para quem acha exagero, deixo a letra da música "Nós" a décima faixa do álbum, feita em parceria com Carlos Renó, e que teve como produtor o sensacional guitarrista Emerson Villani que também acompanha os Titãs nos shows e que também será o guitarrista da banda que Sérgio montou para as turnês do disco novo, o "Eu Sou 300".
NÓS
Nos miramos, nos admiramos
Nos sentimos, nos consentimos
Nos tentamos, nos contentamos
Nos captamos, nos capturamos
Nos rendemos, nos desprendemos
Nos colamos, nos descolamos
Nos levamos, nos revelamos
Nos abrimos, nos descobrimos
Nos deitamos, nos deleitamos
Nos gostamos, nos degustamos
Nos provamos, nos aprovamos
Nos comemos, nos comovemos
Nos amamos, nos amarramos
Nos lançamos, nos enlaçamos
Nos cedemos, nos excedemos
Nos prendemos, nos surpreendemos
30 de janeiro de 2007
O Primeiro Milhão
“Os milionários gostam de fazer mistério sobre sua fortuna, acrescentando ao gozo material do que possuem a superioridade intelectual sobre os que os freqüentam. Mas é muito fácil ficar milionário. Basta para isso dormir e acordar só pensando em dinheiro. Não abrir mão de qualquer possibilidade de ganhar dinheiro, mesmo que o contrário lhe dê imenso prazer. Ser frio e racional na hora de dar ou emprestar a seu melhor amigo, parente e até irmão, cobrando os juros e as taxas exatas, embora seu coração lhe diga que desta vez você devia ser generoso. Não ter qualquer escrúpulo, em qualquer ocasião. Pensar sempre no melhor partido que você pode tirar de uma situação desastrosa em que se encontram seus companheiros de negócio. Não temer o castigo de Deus, a opinião pública, a perseguição legal. Pensar que um lucro grande é melhor do que um pequeno mas que um lucro pequeno, repetido muitas vezes, pode vir a ser melhor do que um lucro grande. Se você, em suma, usar da subserviência exata no momento em que esta for necessária, a audácia e a grosseria precisa nos momentos em que a canalhice e a violência forem os melhores caminhos, se não tiver nenhum problema de consciência, nenhuma dúvida moral, nenhuma ambição de cultura, nenhuma preocupação quanto aos outros o acharem indecente, pérfido ou criminoso, o caminho da fortuna está facilmente aberto para você, como para qualquer um.”
Millôr Fernandes,
O PRIMEIRO MILHÃO. OBRAS COMPLETAS. 1970
E aí, o que você me diz?
20 de janeiro de 2007
A Vida Ensina
O sinal finalmente abriu para mim e eu segui em direção ao shopping center enquanto pensava nos moleques. Por que pediam dinheiro? Para comprar cola de sapateiro e ficar a noite toda chapados para enganar a fome e o frio da madrugada? Comprar comida? Dar o dinheiro para algum adulto filho da puta que os explorava sem que ninguém do poder público tomasse alguma providência? Comprariam alguma arma; sei lá, fiquei pensando, sem saber o que pensar direito.
Entrei no estacionamento do shopping center, subi até o térreo, o sol rachando minhas cabeça, fervendo minhas idéias. O estacionamento estava vazio, numa quinta-feira à tarde era normal. No meio do estacionamento uma grande armação de fios e plástico, era uma enorme cama elástica onde se poderia ficar pulando por três minutos pagando-se seis reais. O som bem alto tocando música junto da entrada do cercado da cama elástica, tentando chamar os fregueses invisíveis. Segui até a entrada do shopping, nada me interessava ali, apenas a livraria, o cinema e o que eu queria no momento: o ar condicionado. O shopping era apenas uma passagem, meu destino era outro. Continuei ainda pensado naqueles dois moleques que pediam dinheiro no sinal.
Passados vinte minutos, saí do shopping para ir até meu destino, quando passei novamente pelo estacionamento fui surpreendido com o que vi. Na cama elástica, pulando e dando cambalhotas estavam os dois moleques que estavam pedindo dinheiro do sinal onde parei minutos antes. Davam uma, duas, às vezes, três piruetas seguidas, pareciam ginastas profissionais, com um sorriso largo, feliz e despreocupado no rosto. “Então era pra isso o dinheiro” disse para mim mesmo. Foi quando parei um pouco pra pensar, mesmo embaixo do sol de rachar era preciso parar e pensar. Senti vergonha de ficar pensando certas coisas, caindo nas mesmas armadilhas preconceituosas que nos condicionam a pensar sempre as mesmas coisas das mesmas pessoas, situações ou sentimentos. Por que eu, quando vi aqueles dois moleques na esquina pedindo dinheiro, não os vi apenas como duas crianças? Por que vi dois seres tão estranhos do que realmente eram?
Passei pela cama elástica, os dois meninos continuavam pulando, aproveitando os três minutos de diversão aos quais tinham direito, e saí sentindo um amargo na alma, daqueles que a gente sente quando se vê diante da nossa própria mesquinhez, mas sabe que ao menos aprendeu mais uma lição que vida insistentemente ensina aos que não fecham os olhos e ouvidos para sua voz sutil, mas visceral e indelével.
14 de janeiro de 2007
Dia Perdido (conto)
7 de janeiro de 2007
2007
E como no ano anterior
Em mim nada mudou
Ainda estou sob a ameaça da foice
De um dia para o outro
Muda-se muito pouco
Mais do que preciso o riso seria
Do que esse ar sério de alegria
Mas, por falta de algo que desconheço
Esperarei a mudança
Porém, sem esperança
De ter algo, que em verdade, não mereço
31 de dezembro de 2006
Retrospectiva remissiva
23 de dezembro de 2006
Proposta Natalina
Ao invés de comprar um tênis nike, por que não comprar um livro?
Ao invés de roupa, bijuteria, eletroeletrônicos, perfume e calçados, por que não encher a árvore de natal de livros, amigos, sonhos e serenidade?
E se não lhe custar nada, no dia 25, abra um pouco o coração e preste uma homenagem ao ilustre aniversariante em questão. Os que nele acreditarem, é claro.
Até.
18 de dezembro de 2006
O MESTRE

Depois de três anos sem lançar uma obra inédita, o mestre Carlos Heitor Cony volta à carga com mais uma obra genial, com um humor que se compara a outras obras anteriores como O PIANO E A ORQUESTRA e PILATOS. Dessa vez ele vem com O ADIANTADO DA HORA, uma, como ele mesmo definiu, rapsóodia & farsa, cheia de personagens exóticos, lendários, como só o maior autor que já li poderia criar, e criou. Mais de oitenta anos de vida, quinze romances lançados, quatro vezes vencedor do prêmio Jabuti, duas vezes o de Livro do Ano, pela Câmara Brasileira do Livro, prêmio Machado de Assis, concedido pela Academia Brasileira de Letras, Pêmio Nacional Nestlê de Literatura e membro da Academia Brasileira de Letras, é autor de verdadeiras obras-primas da literatura brasileira onde imperam a decepção, um amargor deliciosamente temperado de ironia e humor, fúria e ressentimento. Cony é um autor brasileiro, mundial, clássico, de uma densidade psicológica, que faz um retrato perfeito de si e do mundo que lhe cerca. Tomei conhecimento de sua obra da maneira mais espontânea possível, numa livraria, aleatoriamente peguei um livro de bela capa de uma nova edição; e esse livro era justamente o mais louco de todos, PILATOS. Daí pra frente, fui seduzido e corri atrás do tempo perdido. E se acaso alguém ainda não teve esse privilégio de lê-lo, por desconhecê-lo ou por não ter nenhum interesse específico, eu recomendo com todas as honrarias que não percam mais tempo e mergulhem nesse universo maravilhoso que é a literatura de CARLOS HEITOR CONY.
Outras obras do MESTRE:
O VENTRE; ANTES, O VERÃO; PILATOS; MATÉRIA DE MEMÓRIA; O PIANO E A ORQUESTRA; QUASE MEMÓRIA; INFORMAÇÃO AO CRUCIFICADO; BALÉ BRANCO; PESSAH: A TRAVESSIA; TIJOLO DE SEGURANÇA; A VERDADE DE CADA DIA; A CASA DO POETA TRÁGICO; A TARDE DA SUA AUSÊNCIA; ROMANCE SEM PALAVRAS
Entre muitos outros...
14 de dezembro de 2006
Paranóia
Pode-se negar a existência desses fantasmas, mas eles existem crendo-se em sua existência ou não; eles dão ordens, fazem perguntas, sugerem loucuras, pedem o que você não pode dar, suplicam uma nova chance, ofendem aos berros, reclamam de tudo e todos, dão sugestões, dizem o que fariam se estivessem no meu lugar, me chamam de covarde, de tolo; dizem que não há mais tempo. Eles dizem que o barulho que vem do céu é do avião que está prestes a cair na minha cabeça; dizem que alguém pode me empurrar na linha do trem se eu ficar em cima daquela linha amarela; eles dizem que algum carro desgovernado pode invadir o ponto de ônibus onde estou e me atropelar. Eles gostam de me pôr medo. E antes do amanhecer chegar eles vão se indo, desaparecendo sem que eu saiba precisar quando eles me deixam só, mas com a certeza de que, quando a noite chegar, lá estarão eles novamente me atormentando a alma, fustigando meu espírito e espicaçando minhas poucas certezas. Esses fantasmas são mais paranóicos do que eu mesmo.
10 de dezembro de 2006
Primeiras Audições

Nas primeiras audições do novo disco de GOG, AVISO ÀS GERAÇÕES... é possível se constatar o grau de consciência política, social e de linguagem do rapper brasiliense. Impossível não ser tocado pela faixa extremamente emotiva QUANDO O PAI SE VAI...; ou não se ligar na mensagem da primeira faixa MALCOLM "X" FOI À MECA... GOG AO NORDESTE. Mas do que raiva e revolta, desconsolo, culpa e pessimismo, GOG prefere olhar pra frente, passar uma mensagem centrada na razão e no coração de cada um daqueles que o ouvem. Vale muito a penar ouvir e conhecer este que, na minha opinião, é um dos maiores, senão o maior, nome do rap no Brasil.
5 de dezembro de 2006
O Tratado do Babaovismo 6
- É infantilizado, sempre acha que ainda tem doze anos de idade;
- É invejoso; não se agüenta de recalque ao ver um colega ter sucesso em algo que ele não consegue;
- Ama o que faz, só que, o que ele faz, é ser espírito de porco;
- É covarde e dissimulado; tem profundo medo de quem lhe parece superior;
- É paupiteiro, gosta de dar pitacos no serviço alheio;
- Mesmo sendo um completo desconhecido, o baba-ovo acha que pode ser íntimo e te tratar como um amigo de infância;
Paro por aqui este pequeno tratado, não por falta de assunto (esta é uma fonte inesgotável), mas sim por já estar de saco cheio de todos os baba-ovos que me rodeiam no meu trabalho (e fora dele também). Mesmo curto, este tratado serve para dar uma idéia do que sejam os baba-ovos, embora seja até desnecessário, pois todos nós, alguma vez na vida, já topamos com um baba-ovo.
3 de dezembro de 2006
O Tratado do Babaovismo 5
- Se sacrifica em troca de migalhas: uma promoção, um tratamento diferenciado por parte do chefe, um elogio insignificante, etc.;
- Faz de tudo para agradar quando quer algo em troca, nem que seja só atenção;
- Joga um verde: tece comentários maliciosos sobre determinada pessoa e espera que você faça o mesmo para que ele faça o seu joguinho de entrigas;
- Tem a mente insondável, nunca se sabe o que ele realmente está pensando;
- Costuma ficar sempre do lado da empresa do que dos funcionários; pensa mais no dono da empresa do que em si próprio;
- Não tem muitos amigos fora da empresa, não tem muito o que fazer fora da empresa; na verdade, o baba-ovo não tem vida própria fora da empresa, é por isso que ele é um baba-ovo;
Continua...
1 de dezembro de 2006
O Tratado do Babaovismo 4
- Outorga para si a autoridade de chefe quando este não está presente; mas quando o chefe chega, o baba-ovo põe o rabo entre as pernas e se recolhe à sua insignificancia;
- Detesta o silêncio, gosta de tagarelar suas idiotices nos ouvidos de todos, até que a paciência de todos se esgote;
- Gosta se meter na vida pessoal dos seus colegas de trabalho;
- Se regojiza ao ver outra pessoal se dando mal ou em apuros e nada faz para ajudar;
- Sempre toma a iniciativa quando o assunto é mostrar serviço ao chefe sem que essa iniciativa signifique realmente uma eficiência no serviço;
- Tem o hábito de pôr a culpa nos outros pelos erros cometidos por ele;
Continua...